domingo, 14 de abril de 2013

E o que Faltou?..E o que Sobrou?..Final da Superliga Masculina de Voleibol!


Partimos do princípio que para uma equipe chegar às Semifinais e também à uma Final de uma Competição, que ela tenha trabalhado e muito em todos os fatores: físico, técnico, tático e psicológico. Portanto, está capacitada por ter chegado lá!
E quando está na Final e não consegue render no mesmo nível que se dedicou em toda a competição? Quando ela se torna vítima da própria estratégia utilizada e desenvolvida por si mesma contra os adversários? O que faltou então para a equipe do Cruzeiro na Final da Superliga Masculina de Voleibol 2013?
Confiança na sua performance e resultados positivos alcançados até então, não sendo suficientes para se recuperarem dos vários erros cometidos no 2º. Set. E o que mais?...Postura, Atitude Guerreira, de superação das adversidades, afinal, parece que se esqueceram que estavam numa final, no tudo ou nada!
E o que sobrou na equipe do Rio de Janeiro? Justamente o que faltou na adversária, Ousadia, Eficiência, Alegria, Determinação, Confiança, Atitude! Eles conseguiram uma virada espetacular, depois de terem sido arrasados no 1º. Set, perdendo de 25X15.
Seligman (2011) ressalta que os principais determinantes do caráter que interferem no tempo que uma pessoa dedica à tarefa são a autodisciplina e a garra. Este é o princípio subjacente da garra, a forma de autodisciplina que nunca cede. Um esforço muito elevado é causado por uma característica da personalidade: a persistência extrema. Quanto mais garra você tem, mais tempo você despende na tarefa, e todas essas horas não apenas se somam a qualquer habilidade inata que você tenha, elas multiplicam seu progresso rumo ao objetivo.
E mais uma vez, o aspecto psicológico é o grande diferencial numa Fase Final de uma Competição, pois é somente através do equilíbrio e domínio deste, que se torna possível demonstrar a superioridade e confirmar a sua vitória!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Mapa da Saúde e Qualidade de Vida no Brasil!


Este simples vídeo nos mostra exemplos de pessoas, de todas as idades, a serem seguidos e atitudes aliadas à boa vontade política a serem copiadas para a prevenção da saúde e estímulo à prática de exercícios físicos. Vamos logo aplicar!

quarta-feira, 20 de março de 2013

A Parceria Ideal entre o Treinamento Esportivo e o Psicológico!


O treinamento tem como objetivo principal fazer com que o atleta chegue a um alto nível de desempenho, em especial, na competição mais importante do ano, com uma boa forma atlética; para isto, é preciso periodizar e esquematizar todo o programa de treinamento, apontando para o desenvolvimento lógico e seqüencial das habilidades, das capacidades biomotoras e dos traços psicológicos (BOMPA, 2002).
 O envolvimento da preparação de um atleta para a competição está relacionado a inúmeras variáveis. Desta forma, é essencial, além de conhecê-las, poder agregar informações e experiências de todos os profissionais da equipe, interagindo em busca de um trabalhado globalizado dentro desta preparação.
No período de treinamento, o atleta é capaz de responder a vários estímulos, podendo, alguns, serem previstos de uma forma melhor do que outros, de acordo com a coleta de informações biomecânicas, fisiológicas, sociais, metodológicas e psicológicas. Sendo assim, o técnico necessita de um instrumental científico que garanta que o processo de treinamento tenha avaliações objetivas capazes de avaliar a reação do atleta à qualidade e à carga dos exercícios, para que possa fazer um replanejamento adequado nos programas futuros (BOMPA, 2002).
O treinamento constitui-se o pilar central da preparação do atleta para a competição. A implementação da sua sistematização e a sua condução bem realizada e bem planejada pela comissão técnica interferem positivamente, tanto para assimilação das tarefas propostas, quanto para o comprometimento real do atleta. 
 Para RUDIK (1990), para que seja possível estruturar uma metodologia racional de treinamento esportivo é preciso um aumento gradual e máximo das exigências deste, como um processo ininterrupto, e, ainda assim, levar em consideração o desenvolvimento das capacidades físicas e psicológicas atingidas pelo atleta. Além disso, o rendimento esportivo máximo só é atingido na medida que os atletas alcançarem uma forma esportiva caracterizada por aspectos como:
- Melhor atividade total da consciência, possibilitando aumento da velocidade das reações motoras;
- Processos de percepção rápidos, mais claros e eficazes;
- Atenção aumentada, melhor capacidade de concentrá-la ou distribuí-la, mudança rápida no foco de atenção de um objeto para o outro;
- Elevação da capacidade de realizar esforços volitivos máximos, da autoconfiança e da vontade de vencer.
Para que todos esses fatores surtam o efeito desejado, é importante que o treinamento tenha uma periodização adequada levando, em consideração algumas variáveis como: o estado físico/técnico do atleta, a fase do treinamento que o atleta/equipe se encontram, o tempo disponível para o treinamento, condições materiais (local e equipamento), calendário das competições e os objetivos a serem alcançados.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Cuidar-se = Vida saudável e Feliz!


O autoquestionamento é importante e faz parte das nossas vidas quando buscamos nos conhecer melhor, crescer, aprender, de quando queremos saber como estamos num determinado momento e aonde queremos chegar. Para tanto, lanço algumas questões para reflexão:
- Como anda sua saúde ultimamente?;
- Quais os cuidados necessários tens tido contigo mesmo? (alimentação saudável, prática de exercícios físicos, boas leituras, bons filmes, meditação, sono tranqüilo e reparador);
- Que tipo de pensamentos e sentimentos tens cultivado? Força, fé, confiança, coragem ou fraqueza, descrença, falta de confiança e covardia?
- Quais as virtudes tens praticado? Aceitação, perdão, caridade, amor, estão entre elas?
As escolhas que estamos fazendo nas nossas vidas, cada vez mais, vão determinar de que lado estamos, se no da saúde ou da doença. No entanto, se a doença nos acometer, o primeiro passo é a resignação, aceitar o que estamos experimentando, aprender com ela, mudar o que for preciso e nos disponibilizar para a autocura. Sim, pois nós seremos responsáveis pela nossa cura. Buscar o tratamento indispensável e obedecê-lo também contribui de forma significativa.
Numa certa ocasião tive a oportunidade de ouvir numa palestra algo interessante sobre a questão e quero compartilhar. Na vida temos dois caminhos: o caminho da doença e o da cura. Entre eles existe a crise (que tem como significado, crescimento). 
No caminho da doença temos: rigidez, medo, estagnação, “normose”, culpa, stress, revolta, tristeza, apego, dúvida, reatividade, falta de foco, falar demais, ciúme, julgamento, vaidade, mentira e orgulho.
No caminho da cura alimentamos: flexibilidade, sonhos, transformação, criatividade-talentos, inocência, aceitação, confiança-esperança, alegria, respeito, paciência, fé, auto-estima, natureza, autoconhecimento, perdão, silêncio, objetividade, simplicidade, verdade, sabedoria e humildade.
O autocuidado, tomar conta de si mesmo, exige manter uma profunda conexão consigo mesmo, amar-se, respeitar-se, trabalhar em direção ao seu propósito de vida, ao que realmente é importante e vale a pena. Esse é o nosso maior investimento e que acaba tendo reflexos no mundo em que vivemos, nas pessoas de nosso convívio, servimos de modelo na busca do melhor de nós mesmos, e neste sentido, sem sombra de dúvidas, a nossa escolha é a do caminho da cura!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A Síndrome Pré-Menstrual em Atletas!


Muitas mulheres em idade reprodutiva apresentam sintomas relacionados com as fases do ciclo menstrual (Valadares, Ferreira, Correa Filho, Romano-Silva, 2006). Somente nos casos onde os sintomas ocorrem na fase pré-menstrual e apresentam influência decididamente negativa no funcionamento físico, psicológico e social da mulher, com conseqüente redução da sua qualidade de vida, é que podem fazer parte da Síndrome Pré-Menstrual (SPM) (Campagne & Campagne,2007).
“A TPM é uma desordem cíclica caracterizada pelo surgimento de vários sintomas físicos e psicológicos durante a fase lútea dos quais os mais debilitantes seriam depressão, ansiedade, irritabilidade e agressividade.” Rapkin et alii (1987, p. 1536).
A SPM pode ser definida como: “a ocorrência cíclica de sintomas físicos e emocionais, incômodos e persistentes, durante o período pré-menstrual, que retrocede durante a menstruação e apresenta uma fase assintomática no período pós-menstrual (ACOG,2000) (Braverman,2007, p.3-12)) (Milewicz & Jedrzejuk, 2006, p. 47-54).
A mulher é como uma onda, sua auto-estima sobe e desce num movimento ondulatório. Quando a onda de uma mulher sobe, ela sente que tem uma abundância de amor para dar, mas quando desce, sente seu vazio interior e precisa ser preenchida com amor. Quando ela atingir o fundo é o momento para uma faxina emocional, ela precisa especialmente falar sobre os problemas e ser ouvida e entendida. Só que neste momento, na maioria das vezes, ela não tem suporte, senti-se sozinha, pois ela quem sempre cuidou de tudo e de todos, colocou-se numa posição de auto-suficiência, de que não precisava de ninguém e se virava sozinha. A nossa própria cultura exerceu influência sobre isto e ainda nos cobra esta postura. Agora imaginem as atletas, que já apresentam toda a cobrança inerente ao ambiente esportivo, como realmente lidam com esse período do ciclo menstrual.
Para Estés (1996) algumas mulheres que evitam lidar com suas emoções negativas e resistem ao movimento natural de seus sentimentos, experimentam a síndrome ou tensão pré-menstrual. Há uma forte correlação entre a TPM e a incapacidade de lidar com sentimentos negativos de forma positiva. Segundo a mesma, se experimentamos os sentimentos positivos de amor, alegria, prazer, confiança, nós periodicamente, temos que sentir raiva, tristeza e medo.
E os profissionais que trabalham com o esporte feminino, a comissão técnica, e em especial, o técnico, será que estão preparados e tem conhecimento destas questões? Respeitam e levam em consideração os momentos de maior sensibilidade das suas atletas? Como eles próprios encaram esse assunto? Boas perguntas para futuros estudos...
 Gaion e Vieira (2010) desenvolveram um estudo do tipo inquérito, com 57 atletas, com idade entre 18 e 47 anos, de 11 modalidades esportivas. Para identificar a presença de SPM, utilizaram uma ficha autoaplicável baseada nos critérios do American College of Obstetricians and Gynecologists(ACOG, 2000); a confirmação diagnóstica foi feita através do preenchimento de um diário de sintomas durante dois ciclos menstruais consecutivos (baseado no ACOG, 2000). Das 57 atletas acompanhadas, oito foram excluídas por não possuir ciclo menstrual eumenorreico (ciclos menstruais regulares, com intervalos de 21 a 35 dias), 12 por usar anticoncepcional hormonal, seis por parar de treinar durante a coleta de dados e seis por não apresentar disponibilidade para responder aos diários durante dois ciclos menstruais consecutivos. Assim, a amostra final foi composta por 25 atletas de 10 modalidades esportivas: atletismo, basquetebol, ciclismo, ginástica rítmica, handebol, caratê, natação, voleibol, vôlei de praia e xadrez. A prevalência de SPM estimada de forma retrospectiva foi de 68%, enquanto a avaliada pelo acompanhamento com os diários foi de 48%. Mastalgia, explosão de raiva, ansiedade e irritabilidade foram os sintomas mais citados. Foram observadas associações significativas entre SPM e volume de treinamento semanal (P = 0,041), número de sintomas totais (P < 0,0001), número de sintomas físicos (P = 0,004), mastalgia (P = 0,028) e desconforto abdominal (P = 0,015). A prevalência de SPM em atletas foi considerada alta e a análise retrospectiva a superestimou em relação ao acompanhamento diário. A alta prevalência, bem como a associação entre SPM e maior volume de treinamento semanal, instiga que o treinamento esportivo pode ter algum impacto na prevalência de SPM em atletas.
Pelos resultados encontrados neste estudo, torna-se interessante conduzir mais investigações a respeito da relação entre essas duas variáveis: treinamento físico e síndrome pré-menstrual. E também se as atletas apresentam a TPM e como elas lidam com os sintomas, se elas têm ou buscam suporte psicológico ou algum outro para aliviá-los.
As mulheres vêm atravessando um processo de mudança há algum tempo. Quando elas conseguem reconhecer os recursos da sua essência, da sua alma perguntam-se, freqüentemente, o que realmente desejam, reforçam o vínculo com a sua intuição, tornando-se cada vez mais capazes de avançar na vida. Ao invés de ficarem penduradas à vontade dos outros, optam por coisas de sua própria escolha. As mulheres por todo o mundo não podem fugir ao encontro com suas almas, se elas desejarem mudanças internas, deverão empreendê-las, se quiserem mudanças no mundo, terão meios de ajudar a realizá-las! 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Autodomínio e o Desenvolvimento dos nossos Potenciais!


Mais um ano começando, período propício para revermos nossas atitudes, valores, crenças e aproveitarmos para mudar, fazer diferente, experimentar situações e relacionamentos através de outra perspectiva. Trabalhar em nós mesmos que sempre é possível melhorar, aperfeiçoar-se. Questionar-se sobre seus objetivos e escolhas: “Será que este caminho que escolhi é realmente o que me faz feliz e me realiza?”;”O que está me impedindo de viver hoje o que eu quero e mereço de bom?”
O primeiro passo para fazermos essa reavaliação e nos organizarmos para a mudança é estar disposta e disponível para tal. O segundo passo pode fazer toda a diferença na forma que vamos conduzir o nosso processo de transformação, que é justamente o tipo de profissional e abordagem que ele trabalha.
Existe a chamada psicologia tradicional, a que defende uma visão da patologia, de que todos são vítimas e alienados, só apresentam emoções negativas. Em contrapartida, há outras abordagens que preconizam que os indivíduos são responsáveis por suas ações e escolhas, que cada um tem seu livre-arbítrio e responsabilidade, e não são as circunstâncias externas as culpadas. Nesta perspectiva, ...” Os seres humanos são freqüentemente movidos pelo futuro em vez de conduzidos pelo passado, e por isso a ciência que avalia e produz expectativas, planejamentos e escolhas conscientes será mais potente que a ciência dos hábitos, das motivações e circunstâncias” (SELIGMAN, 2011, p.119). Essa visão é absolutamente contrária à ciência social e à história da psicologia.
De forma alguma estou criticando o fato de precisamos nos conhecer, a nossa história, o nosso passado, porém, o que vamos fazer com esse saber e como estruturar o nosso viver daqui para frente, considero tão importante quanto.
O autoconhecimento é a porta de entrada para um mundo interno desconhecido, a princípio, no entanto, possibilita exercitar a capacidade de ter nas próprias mãos a chave da responsabilidade pessoal, da escolha em direcionar o comportamento de forma mais consciente e positiva, cabendo a cada um essa permissão, e a mais nada e ninguém. Portanto, cada um possui a disposição para crescer, amadurecer e aprimorar-se, usufruindo assim cada vez mais dos seus talentos e potencialidades.