terça-feira, 10 de setembro de 2013
Mudando a Visão do Stress!
Este vídeo muito interessante nos faz repensar sobre o stress em nossas vidas. O vilão não é bem o stress, ou experimentá-lo, e sim o que acreditamos a respeito dos efeitos dele no nosso organismo. Até mesmo porque existe o stress positivo (“eustress”), saudável para o nosso dia a dia, e o stress negativo (“distress”), quando se tornou crônico e prejudicial à nossa saúde, não conseguimos mais relaxar de forma espontânea. E além disso, obtemos um recurso poderoso, que são as trocas afetivas com as pessoas que são importantes para nós, que são capazes de ajudar a reduzir o stress vivenciado.
Diversos são os fatores envolvidos no stress psicológico, e é interessante ressaltar que uma dada situação capaz de transtornar intensamente uma pessoa, pode significar absolutamente nada para uma outra. Portanto, esse ponto dos fatores é muito particular para cada indivíduo. A questão chave com relação ao stress é justamente a interpretação dada ao estímulo estressor e a forma de enfrentá-lo. E é a capacidade cognitiva de cada um o elemento fundamental nesse processo, pois é o que vai permitir a tomada de consciência do que estressa o indivíduo e a partir daí desenvolver e/ou aprimorar os seus recursos fisiológicos e psicológicos para melhor lidar com determinada situação. Até mesmo porque, estas situações ou fatores serão recorrentes na vida, devendo cada um buscar a melhoria contínua em si mesmo e a capacidade de desenvolver a resiliência, a popular, volta por cima!
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Tiro Esportivo Paralímpico e o 2013 IPC Shooting World Cup!
O tiro esportivo estreou
nos Jogos Paraolímpicos de Toronto, em 1976. Na época somente os homens
competiram. Nos Jogos de Arnhem (1980), na Holanda, as mulheres entraram com
tudo nas disputas inclusive nas provas mistas.
No Brasil, a modalidade começou
a ser praticada em 1997, no Centro de Reabilitação de Polícia Militar do Rio de
Janeiro. No ano seguinte, o país foi representado pela primeira vez em um
torneio internacional, realizado na cidade espanhola de Santander. Os
atiradores Carlos Strub, Cillas Viana e Walter Calixto conquistaram a medalha
de bronze por equipe no Aberto de Apeldoorn, na Holanda, em 2003. Nos Jogos
Paraolímpicos de Pequim (2008), houve a primeira participação de um atleta
brasileiro na história dos Jogos com Carlos Garletti.
O Comitê de Tiro Esportivo do Comitê Paraolímpico
Internacional (IPC) é responsável por administrar a modalidade. As regras das
competições têm apenas algumas adaptações. Pessoas amputadas, paraplégicas,
tetraplégicas e com outras deficiências locomotoras podem competir tanto no
masculino como no feminino.
As regras variam de acordo com a prova, a distância,
o tipo do alvo, posição de tiro, número de disparos e o tempo que o atleta tem
para atirar. Em cada competição as disputas ocorrem numa fase de classificação
e numa final. As pontuações de ambas as fases são somadas e vence quem fizer
mais pontos.
O tiro
utiliza um sistema de classificação funcional que permite que atletas com
diferentes tipos de deficiência possam competir juntos, tanto no individual
como por equipes. Dependendo das limitações existentes (grau de funcionalidade
do tronco, equilíbrio sentado, força muscular, mobilidade de membros superiores
e inferiores), e das habilidades que são requeridas no tiro, os atletas são
divididos em três classes: SH1, SH2 e SH3. Mas as competições paraolímpicas
incluem apenas as classes SH1 e SH2. A diferença básica entre SH1 e SH2 é que
atletas da SH2 podem usar suporte especial para a arma, que obedecem às
especificações do IPC. Os atletas da SH3 possuem debilitação visual.
Entre os dias 12 a 20 de agosto acompanhei
a equipe brasileira de tiro esportivo paralimpico, no 2013 IPC Shooting World
Cup, em Bangkok, na Thailandia. Mesmo tendo iniciado o treinamento psicológico
recentemente, em junho deste ano, os resultados obtidos nesta competição
superaram as expectativas. Obtivemos: 1 medalha de ouro do atleta Geraldo Von
Rosenthal (pistola 25m, inédita na modalidade); 2 medalhas de bronze por equipe (Sérgio Vida, Geraldo Von Rosenthal) da pistola livre e 1 medalha de prata por
equipe (Carlos Garletti e Benedito Santana) da carabina. Por
isso, acredito que o trabalho de treinamento psicológico, já está sendo e vai
ser um diferencial significativo, tanto para aqueles atletas que continuarem na
seleção brasileira, quanto para aqueles que passarem a fazer parte da equipe,
objetivando a preparação para os Jogos Paralímpicos de 2016.
Fonte: Site do
Comitê Paralímpico Brasileiro
terça-feira, 30 de julho de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Motivação para a Realização da Prática Físico-esportiva!
Segundo Vallerand (1997) um indivíduo
para poder satisfazer suas necessidades psicológicas básicas e,
conseqüentemente, experimentar formas de automotivação, depende de dois
diferentes aspectos sociais que se encontram no meio ambiente do praticante.
Por isso, este autor considera fundamental analisar e determinar o contexto
social em que o sujeito se encontra inserido. Neste sentido, unida à teoria da
autodeterminação está a teoria das metas de realização (Nicholls,1987), cuja idéia
principal se baseia no pensamento de que as metas de um indivíduo consistem em
esforçar-se para demonstrar competência em contextos de sucesso. Segundo esta
teoria, fatores ambientais referentes às características do meio ambiente de
realização em que se encontra o individuo, junto às características pessoais do
mesmo, vão influenciar sua motivação. Estes fatores ambientais recebem o nome
de clima motivacional (Ames, 1992) e vão depender dos estímulos de êxito
transmitidos pelas pessoas que rodeiam o sujeito (pais, companheiros,
treinadores, professores). Assim, distinguimos um clima-tarefa: em que os
estímulos estão no esforço e na superação pessoal; e um clima-ego: que prima a
superação dos rivais e a demonstração de maior capacidade que os demais. Esta
teoria considera que as pessoas, atendendo suas características pessoais, podem
ter dois tipos de orientação de meta disposicional: uma orientação à tarefa em
que o êxito vem definido pela melhora pessoal e uma orientação ao ego em que o
êxito se relacionaria com a demonstração de habilidade normativa.
Muitos estudos no âmbito esportivo
(Boyd, Weinmann, Yin, 2002), (Ntoumanis & Biddle, 1987) relacionam ambas as
teorias, analisando como o clima motivacional e a orientação de metas
disposicionais influenciam no desenvolvimento da automotivação. Estes trabalhos
indicaram que o clima-tarefa e a orientação à tarefa se relacionavam positiva e
significativamente com a automotivação, enquanto que o clima-ego e a orientação
ao ego se relacionavam de forma positiva e significativa com a motivação
não-autodeterminada.
Em relação aos estudos sobre
autodeterminação e prazer, Ntoumanis (2002) encontrou uma relação positiva e
significativa do prazer com as formas de motivação mais autodeterminadas, em
aulas de educação física. Resultados que coincidiram com os encontrados na
análise cluster, onde o perfil mais autodeterminado refletia um maior prazer
pela atividade físico-esportiva realizada.
Frederick e Ryan (1995), Ingledew,
Markland e Medley (1998) e Ryan, et al. (1999), pesquisaram a relação entre
o tempo de prática e o prazer na mesma, determinando que este sentimento
encontra-se relacionado com uma maior assistência e duração das sessões de
exercício físico.
Da mesma forma, vários trabalhos
analisaram as diferenças por gênero e idade, em relação à autodeterminação
(Amorose e Horn, 2000), (Cuddihy e Corbin, 1995) e (Kim e Gill, 1997),
encontrando que os homens ativos mostravam maiores níveis de interesses/prazer,
assim como maior competência percebida em sua participação em atividades
físicas do que as mulheres. Ao contrário, Arbinaga e García (2005), Chantal et
al. (1996), Fortier et al. (1995), Miller (2000), Pelletier et al.
(1995) e Recours et al. (2004), utilizando em grande parte deles, a
Escala de Motivação Desportiva (SMS), acharam que as meninas pontuavam mais
alto em motivação intrínseca e mais baixa em motivação extrínseca do que os
meninos, ou seja, as meninas teriam mais motivos sociais para praticar esporte
do que os meninos, e estes estavam mais excitados por motivos extrínsecos, como
a competição e o exibicionismo.
Em relação à variável sócio-demográfica
idade, Cuddihy e Corbin (1995) descobriram que a motivação intrínseca em
relação à atividade física se incrementava em cursos mais altos.
Duda (1986), White e Duda (1994) e
Kavussanu e Roberts (1996) também revelaram diferenças de gênero nas metas de
realização disposicionais adotadas em âmbitos esportivos. Desta maneira, o
gênero masculino se encontra associado a metas de realização orientadas
ao ego, já o feminino se associa às metas de realização orientadas à tarefa.
Estes achados enfatizam a importância do aspecto social no
estímulo à prática de exercícios físicos-esportivos como um incentivo a mais na
adesão e manutenção desta. Desta forma, aumenta a responsabilidade de pais,
professores, companheiros(as), treinadores que promovem a prática regular na
população desenvolvendo estilos de vida mais ativos e saudáveis. Por esta razão, tem crescido enormemente a formação e participação, nos grupos de caminhada e corrida, pelo Brasil e no mundo.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Curso de Pós-Graduação - Psicologia do Esporte/FMU/SP
CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO
http://www.posfmu.com.br/
http://www.posfmu.com.br/
PSICOLOGIA DO ESPORTE
Componentes Curriculares:
1. Metodologia da Pesquisa Científica
2. Introdução à Psicologia Geral e do Esporte
Introdução e Fundamentação da Psicologia Geral
Introdução, História, Atualidades e Perspectivas da Psicologia do Esporte e do Exercício no Brasil
Considerações e Estudos sobre Psicologia do Esporte
Treinamento Mental no Esporte de Rendimento e Periodização
Motivação
Estresse no Esporte
Estudos da Personalidade
Instrumentos de Avaliação Psicológica no Esporte
3. Fundamentos do Treinamento Desportivo
Leis e Princípios do Treinamento Desportivo
Periodização do Treinamento Desportivo
Nutrição no Esporte e no Exercício
Fisiologia do Exercício
Medicina do Esporte
Coaching Esportivo
Neurolinguística Aplicada ao Esporte
4. Intervenções em Psicologia do Esporte
Liderança e Comunicação
Competição e Cooperação no Esporte
Psicologia Aplicada à Criança no Esporte
Psicologia Aplicada ao Técnico Desportivo
Neurociências no Esporte
Dinâmicas de Grupo Aplicadas ao Esporte
Trabalho de Campo: intervenções da Psicologia do Esporte
Investimento:
Inscrição:
Até 20 dias antes do início do curso: R$ 90,00
Até 07 dias antes do início do curso: R$ 150,00
Matrícula:R$ 250,00 ( Deverá ser paga no 1º dia do curso)
Opções de Pagamento:
16 x R$ 280,00
24 x R$ 220,00
Inscrição:
Até 20 dias antes do início do curso: R$ 90,00
Até 07 dias antes do início do curso: R$ 150,00
Matrícula:R$ 250,00 ( Deverá ser paga no 1º dia do curso)
Opções de Pagamento:
16 x R$ 280,00
24 x R$ 220,00
Quando um Time se transforma numa Equipe = Campeão!
Ver o crescimento e amadurecimento dos
jogadores de futebol da Seleção Brasileira reforçou a minha crença de que a
evolução, a busca da excelência são sempre o melhor caminho em direção à vitória,
aos resultados positivos de uma verdadeira equipe. E ficou nítida a
transformação desse time em uma equipe. Pontuo algumas considerações
observadas:
- Talentos individuais somaram-se ao
coletivo;
- A união fez a força;
- A torcida foi o 12º. jogador e levou a energia positiva necessária para
incrementar a motivação dos jogadores, que já é peculiar numa final e com um
adversário como a Espanha;
- O favorito campeão mundial encolheu
e se transformou de um gigante em um adversário pequeno, indefeso e amarrado no
seu jogo, aliás foi vítima do Brasil da sua própria habilidade tática;
- A pressão e a cobrança eram grandes
sobre eles, porém não superiores à vontade, à garra e ao orgulho de, literalmente, “vestirem a camisa” e corresponderem às expectativas dos milhões de torcedores com talento e eficiência;
- E com esse espírito vamos rumo à
Copa de 2014, buscando a melhoria contínua nas competências técnica, tática,
física e psicológica nessa jornada que promete! Avante Brasil!
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