sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

FIM DO ANO DE 2013...E FELIZ e BEMVINDO 2014!

Mais um ano chegando ao fim, tempo propício para refletirmos, revermos nossas atitudes, pensamentos e sentimentos. Como foi o ano, conquistas, aprendizados, erros, acertos, alegrias, tristezas, o que queremos manter de bom em nós, o que deixaremos para trás, o que precisamos desenvolver mais e melhor, no ano vindouro! É sempre bom lembrarmos que somos co-criadores do Universo, o que alimentamos interiormente (qualidade dos nossos pensamentos, sentimentos e ações), será vivenciado na nossa experiência diária, e também, refletiremos para as pessoas do nosso convívio essa energia.

Para continuarmos crescendo como seres humanos, necessitamos a cada dia, nos disponibilizarmos para  mais lições, mais experiências, buscar novos caminhos, olhando e aceitando o nosso lado sombra(defeitos)  e o nosso lado luz (qualidades). Vamos começar um bom ano novo, nos liberando cada vez mais: do orgulho, da vaidade, da ignorância, da descrença;...e reforçar: a humildade, a sabedoria, o autoconhecimento, a fé, o amor, a alegria, a espiritualidade!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Código do Talento e seus Três Elementos!

Algumas descobertas científicas, constataram que o código do talento está relacionado a um isolante neural, denominado mielina. “Toda habilidade humana é criada por cadeias de fibras nervosas que transmitem um minúsculo impulso elétrico”(COYLE, 2010, pág. 15). A mielina reveste as fibras nervosas, tornando o sinal mais forte, mais rápido e preciso, impedindo que os impulsos elétricos extravasem. Sua importância se dá, pelos seguintes fatores:
-          É universal, todos podem desenvolvê-la;
-          De forma mais rápida na infância, mas pode ser ao longo da vida também;
-          Seu crescimento viabiliza todo tipo de habilidade, física ou mental;
-          É imperceptível, não é possível vê-la ou sentí-la.
            Esse código do talento possui três elementos fundamentais:
  •      Treinamento profundo: o esforço realizado na direção de certo objetivo, no limite da sua habilidade e que cometa erros, torna-o mais inteligente. Desacelerar – Cometer Erros – Corrigir. A prática é mais importante que o talento e toma os erros (que tentamos evitar) e os transforma em habilidade;
  •      Ignição: motivação, energia, paixão e compromisso. A ignição e o treinamento profundo associam-se para produzir a habilidade. A ignição dá energia e o treinamento profundo traduz essa energia, ao longo do tempo, num progresso gradual, ou seja, em camadas de mielina. “…a ignição é um processo que envolve o conjunto de sinais e as forças sub-conscientes que criam nossa identidade, os momentos que nos levam a dizer: “é isso o que quero ser” (COYLE, 2010, pág. 121);
  •    Orientação de um grande treinador: apresentando as seguintes características:

-          Temperamento mais contido, reservado;
-          Mais velhos, davam aulas há trinta ou quarenta anos;
-          Olhar firme, profundo, imperturbável;
-          Ouviam muito mais do que falavam;
-     Passava a maior parte do tempo realizando pequenos ajustes, objetivos e muito específicos;
-          Muito perceptivos em relação a quem estavam ensinando, adaptavam as mensagens à personalidade do aluno;
-          São realistas e disciplinados;
-     Tem muito conhecimento que aplicam ao trabalho constante e progressivo de formação dos circuitos de uma habilidade.
As fábricas de talento utilizavam uma linguagem que afirmava o valor do esforço e do progresso lento, ao invés de  prezar o talento inato ou a inteligência. A linguagem que valoriza o esforço surte efeito porque fala direto ao cerne da experiência de aprendizagem, e no caso de ignição, não há nada mais poderoso.
O esporte no Brasil hoje, considerando desde a formação de atletas, das categorias de base até o profissional, seja em qual modalidade for, estariam munidas de profissionais competentes e mais do que isso que apliquem esse tipo de conhecimento? As modalidades esportivas, individuais ou coletivas, apresentam equipes multi e interdisciplinares, que trabalhem unindo forças, conhecimento, habilidade e atitude no sentido de desenvolver esses elementos, que parecem ser essenciais, do código do talento? Não vamos ignorar que alguns atletas e/ou equipes beneficiam-se de um trabalho neste sentido, porém ainda, infelizmente, estes são exceção e não a regra.
No entanto, parece-me que para um país que almeja ser uma potência olímpica e que será sede das próximas Olimpíadas, objetivando estar entre os 10 mais do mundo, estamos muito aquém, no que diz respeito, a desenvolver talentos e aprimorá-los de forma contínua! Potenciais humanos têm de sobra para selecionar e desenvolver, precisamos nos estruturar melhor, em vários aspectos, como: político, financeiro, pessoal e organizacional (clubes e entidades esportivas). Alguns atletas e ex-atletas brasileiros já vêm se mobilizando no sentido de melhorar as condições de trabalho e estrutura no esporte, com dois movimentos intitulados: Atletas pelo Brasil e Bom Senso F.C, gerando ganhos significativos para todos os profissionais envolvidos no meio. Que continuemos nesse caminho!

Fonte: COYLE, D. O código do talento. Rio de Janeiro: Agir, 2010.


domingo, 3 de novembro de 2013

PÓS PSICOLOGIA DO ESPORTE: UM DIFERENCIAL NA CARREIRA E PERFORMANCE!

     Atletas e equipes esportivas contam com um bom preparo físico, técnico e tático, mas muitas vezes, não possuem o preparo psicológico adequado para lidar com a pressão, reduzir a ansiedade, manter-se concentrados em momentos decisivos e ter uma comunicação efetiva , afetando assim, negativamente o desempenho e as possibilidades de êxitos.
Essa é uma realidade que vimos em vários eventos esportivos, como: Copas do Mundo e Olimpíadas. São vários anos de treinos exaustivos, dedicação e abdicação, desperdiçados por falta de preparação psicológica adequada. Apesar de consciência da importância do aspecto emocional para o desempenho, faltam profissionais preparados para lidar com estas questões.
     Vários temas como: falta de motivação, personalidade, agressividade e violência, liderança, dinâmica de grupo, descontrole emocional, trabalho em equipe, comportamento antidesportivo, bem-estar psicológico, pensamentos e sentimentos de atletas e vários outros aspectos da prática esportiva e da atividade física foram sendo incorporados à lista de preocupações e necessidades do meio esportivo. Na atualidade, diante do equilíbrio técnico alcançado por atletas e equipes de alto rendimento, os aspectos emocionais têm sido considerados como grande diferencial nos momentos de grandes decisões e as consequências do despreparo são frequentemente lamentadas.
     A boa notícia é que existe um caminho para suprir essa falta no meio esportivo, propiciando uma importante vantagem para os técnicos, equipes e atletas que utilizam ferramentas e técnicas, voltadas ao treinamento da concentração, motivação, controle emocional, e especialmente de entrosamento. Propiciando melhoria de performance e resultados que tem como o objetivo ensinar o atleta a lidar com suas emoções e melhorar seu rendimento, seu comportamento e consequentemente seus resultados.
     “A psicologia do esporte é a ciência do esporte que procura entender e ajudar as pessoas a alcançarem um desempenho máximo, satisfação pessoal e desenvolvimento por meio da participação esportiva.” ( Weinberg e Gold, 2001)
     Antenada nas necessidades do mercado esportivo, A FMU lança a Pós -Graduação em Psicologia do Esporte. O objetivo do curso é propiciar conhecimentos e práticas, acerca da interação mente-corpo e do comportamento no ambiente esportivo, e como esses fatores podem afetar a performance de atletas e equipes. O curso é oferecido por profissionais que trabalham com a psicologia do esporte há anos, alguns deles, fazem parte de seleções brasileiras do Comitê Paraolímpico, Comitê Olímpico e também de grandes times do futebol brasileiro, que possuem um diferencial prático além de formação acadêmica de qualidade.
 Aproveite o contexto esportivo brasileiro com a realização da Copa do Mundo (2014) e dos Jogos Olímpicos (2016) e aprimore seus conhecimentos e habilidades em Psicologia Esportiva.
     Essa oportunidade irá fazer a diferença na carreira de muitos profissionais, e consequentemente, na vida de muitos de nossos alunos e atletas.


Escrito por Dalila Ayala Psicóloga, Coach e Professora de Educação Física de três ciclos paraolímpicos (Atenas- 2004, Pequim – 2008 e Londres -2012) 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Dados recentes sobre a Obesidade no Brasil!

Dados inéditos do Ministério da Saúde revelaram que, pela primeira vez, o percentual de pessoas com excesso de peso supera mais da metade da população brasileira. A pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostra que 51% da população (acima de 18 anos) está acima do peso ideal. Em 2006, o índice era de 43%. Entre os homens, o excesso de peso atinge 54% e entre as mulheres, 48%. O estudo também revelou que a obesidade cresceu no país, atingindo o percentual de 17% da população. Em 2006, quando os dados começaram a ser coletados pelo Ministério, o índice era de 11%. Foram entrevistados 45,4 mil pessoas em todas as capitais e no Distrito Federal, entre julho de 2012 a fevereiro de 2013.
Apesar de a obesidade estar relacionada a fatores genéticos, existe uma influência significativa do sedentarismo e de padrões alimentares inadequados no aumento dos índices brasileiros: somente 22,7% da população ingerem a porção diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de cinco ou mais porções ao dia; há consumo excessivo de gordura saturada: 31,5% da população não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,8%) consome leite integral regularmente; os refrigerantes também têm consumidores fieis - 26% dos brasileiros tomam esse tipo de bebida ao menos cinco vezes por semana.
Se na faixa etária entre 18 e 24 anos, 28% da população está acima do peso ideal, a proporção quase dobra na faixa etária dos 35 anos aos 44 anos, atingindo 55%.  O percentual de obesidade acompanha este crescimento e mais que dobra se comparados os dois períodos: 7% para 19%, respectivamente. Com o passar dos anos, os brasileiros também tendem a diminuir a prática da atividade física: 47% dos jovens com idade entre 18 a 24 anos se exercitam regularmente. E entre 35 a 44 anos, o índice cai para 31%.
A pesquisa revela também que 45% da população com mais de 12 anos de estudo praticam algum tipo de atividade física (no horário livre de lazer). O percentual diminui para menos de um quarto da população (21%) para quem estudou até oito anos. Os homens (41%) são mais ativos que as mulheres (26%). A frequência de exercícios físicos no horário de lazer entre mulheres com mais de 12 anos de estudo (37%) é o único indicador da população feminina que figura acima da média nacional (33%).
As pesquisas no Brasil já conseguem determinar a prevalência de sobrepeso e obesidade em diversas regiões, corroborando a existência de uma epidemia de sobrepeso/obesidade que tem contribuído para o adoecimento do indivíduo, assim como, para a diminuição da autonomia e capacidade funcional para realizar suas atividades pessoais e profissionais.
A elevação significativa de indivíduos com sobrepeso e obesidade nas diversas regiões estudadas ocorre devido a inúmeros fatores, principalmente, devido à urbanização e seu impacto sobre os padrões de atividade física e características da alimentação. A urbanização induziu uma mudança nos padrões de vida e comportamento alimentar das populações.
O que fazer diante destes resultados? De que forma os profissionais das áreas da saúde e humanas podem contribuir para a mudança destes números? Pelo que é possível observar, as informações que já estão a tempo sendo divulgadas pelos meios de comunicação e pela comunidade científica, sobre a importância do estilo de vida para uma boa qualidade de vida e saúde, não estão sendo suficientes para provocarem as atitudes necessárias, por exemplo, de incluir exercícios físicos e alimentação saudável na rotina diária da população. Diversas opções de modalidades de exercícios nós temos, acesso à alimentação mais benéfica também possuímos, seria a falta de tempo o nosso maior inimigo? Ou nos falta melhor organização e planejamento na utilização do nosso tempo? Boas questões para refletirmos e ajudar-nos a repensar sobre o que é melhor para nossa saúde, e além disso, buscar colocar em prática hábitos de vida mais saudáveis!

Fonte: Portal da Saúde/Ministério da Saúde (www.portalsaude.gov.br)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO E ABERTO INTERNACIONAL DE TIRO PARADESPORTIVO-Rio de Janeiro/RJ

     De 1º. A 6 de outubro, estivemos no Rio de Janeiro para o Campeonato Brasileiro e Aberto Internacional de Tiro Esportivo. O Brasil foi campeão geral, os brasileiros terminaram na liderança com: seis ouros, nove pratas e quatro bronzes; em segundo lugar ficou o Canadá (quatro ouros, uma prata e dois bronzes), e em terceiro os Estados Unidos com um ouro e dois bronzes. Os principais resultados obtidos pelos atletas da equipe brasileira, nesta competição, foram muito bons, são eles:
Beatriz Cunha – medalha de prata na pistola 10m;
Débora Campos – medalha de ouro na pistola 10 e prata na pistola livre 50m;
CarlosGarletti – medalha de ouro na carabina 3 posições e prata na carabina deitada 50m;
Geraldo Von Rosenthal – medalha de ouro na pistola esporte 25m, prata na pistola de ar 10m e bronze na pistola livre 50m;
Geremias Soares – medalha de ouro na carabina de ar 10m e bronze na carabina 3 posições;
Ricardo Costa – medalha de ouro na pistola de ar 10m;
Rodrigo Vianna – medalha de ouro na carabina de ar 10m e prata na carabina deitado 25 e 50m;
Benedito Santana – medalha de prata na carabina de ar 10m;
Sérgio Vida – ficou em 4º. lugar na pistola esporte 25m;
Watachos Arrivabene– ficou em 4º. lugar na pistola de ar 10m.
     Em conjunto com a Coordenação e a Comissão Técnica do Tiro Esportivo Paralimpico, continuaremos firme no trabalho de aperfeiçoamento de estratégias de avaliação e treinamento, na busca constante de melhoria de performance, visando, especialmente, a preparação para o Mundial a ser realizado na Alemanha em 2014!






segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Estrutura Mental diferenciada de Atletas de Elite!

Foram encontradas algumas características psicológicas individuais relacionadas aos atletas de alto nível, são elas:
  • Autoconfiança: possuir uma crença firme na sua capacidade de atingir suas metas no esporte; ter qualidades singulares que o fazem ser melhor que os seus adversários; 
  • Motivação: apresentar um desejo ávido e motivação intrínseca para o êxito; competência para se recuperar das derrotas e de um desempenho inferior, visando sempre à melhoria contínua; 
  • Foco: manter-se totalmente concentrado na tarefa, mesmo diante de distrações dos oponentes; ser capaz de mudar o foco sempre que for preciso; não se abater pelo desempenho dos adversários ou pelas próprias distrações internas (preocupações, padrão mental negativo). 

Desenvolver e/ou potencializar todos os recursos psicológicos do atleta são fundamentais para que o mesmo consiga experimentar o autodomínio, e consequentemente, uma melhora substancial: no seu autocontrole, na autoconfiança e na concentração; tendo inevitavelmente, uma repercussão positiva na sua performance! 

 Fonte: (Jones et. al, 2002).

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mudando a Visão do Stress!

Este vídeo muito interessante nos faz repensar sobre o stress em nossas vidas. O vilão não é bem o stress, ou experimentá-lo, e sim o que acreditamos a respeito dos efeitos dele no nosso organismo. Até mesmo porque existe o stress positivo (“eustress”), saudável para o nosso dia a dia, e o stress negativo (“distress”), quando se tornou crônico e prejudicial à nossa saúde, não conseguimos mais relaxar de forma espontânea. E além disso, obtemos um recurso poderoso, que são as trocas afetivas com as pessoas que são importantes para nós, que são capazes de ajudar a reduzir o stress vivenciado. Diversos são os fatores envolvidos no stress psicológico, e é interessante ressaltar que uma dada situação capaz de transtornar intensamente uma pessoa, pode significar absolutamente nada para uma outra. Portanto, esse ponto dos fatores é muito particular para cada indivíduo. A questão chave com relação ao stress é justamente a interpretação dada ao estímulo estressor e a forma de enfrentá-lo. E é a capacidade cognitiva de cada um o elemento fundamental nesse processo, pois é o que vai permitir a tomada de consciência do que estressa o indivíduo e a partir daí desenvolver e/ou aprimorar os seus recursos fisiológicos e psicológicos para melhor lidar com determinada situação. Até mesmo porque, estas situações ou fatores serão recorrentes na vida, devendo cada um buscar a melhoria contínua em si mesmo e a capacidade de desenvolver a resiliência, a popular, volta por cima!