quarta-feira, 11 de setembro de 2019
Manhã Saúde Integral para Mulheres no dia 05 de outubro de 2019!!
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segunda-feira, 8 de abril de 2019
Treinamento de Habilidades Psicológicas no Técnico/Coach!
Um
estudo, teve como objetivo, obter uma análise detalhada de estressores
encontrados através de treinadores de elite, no Reino Unido. Foram
entrevistados 6 técnicos masculinos e 6 femininos com experiência
internacional. Essas entrevistas transcritas foram analisadas indutivamente por
três pesquisadores independentes. Dez temas de ordem superior surgiram,
demonstrando que os treinadores experimentaram uma ampla gama de estressores
(por exemplo: conflito, pressão e expectativa, preocupações dos atletas,
preparação para competição, isolamento). O conflito dentro da organização
apareceu como tema-chave, indicando que as habilidades de comunicação podem ser
importantes para ajudar os Coaches a
funcionarem efetivamente como parte de uma equipe organizacional mais ampla. Os
resultados, também destacam a importância do treinamento de habilidades
psicológicas para treinadores, para ajuda-los a lidar com as diversas demandas
do ambiente esportivo de nível mundial!
A vida de um técnico esportivo pode ser tão ou mais estressante que a de
um atleta. A pressão por resultados exercida sobre ele é grande, pois ele é o
posto central da equipe. Além do mais, ele tem que conseguir trabalhar bem as
relações com seus atletas, com a própria comissão técnica e com os dirigentes;
passar todo o esquema tático e ainda fazer com que seja bem aplicado. Nas
categorias de base, exerce uma influência ainda maior, pois é um dos principais
responsáveis pela qualidade das experiências esportivas de crianças e jovens.
Por isso, não é surpreendente, quando vemos alguns técnicos tendo
comportamentos extremados em campo/quadra, denotando total descontrole
emocional e mental, muito longe do ideal, e que denigre sua imagem e serve de
mal exemplo para os atletas. O psicólogo do esporte pode e deve oferecer os
seus serviços e apoio, também ao técnico, podendo ser beneficiado e muito com o
atendimento psicológico!
Fonte:
Olusoga,
P.; Butt, G.; Hays, K. & Maynard, I. Stress in Elite Sports Coaching:
Identify Stressors. Journal of Applied
Sports Pshychology, volume 21, pages 442-459, 2009.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
Parceira como Psicóloga e Coach de Alto Rendimento!!
A Football Improvement chegou ao Brasil! Na última sexta-feira, o cenário do futebol brasileiro ganhou uma novidade. Vinda da Europa para o país do futebol, a Football Improvement busca oferecer novas oportunidades aos clubes e profissionais do esporte mais praticado do mundo! Conheça mais sobre a Football Improvement: http://www.footballimprovement.com/ . . . #footballimprovement #futebol#brasil #europa #esporte #novidade #soccer
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
Vamos Fazer Valer a Pena 2019!!!
O ano já começou e o primeiro mês já está quase acabando, percebeu?
Você já estabeleceu as suas metas pra 2019? O que está te impedindo de começar o ano pra valer? Vai ficar esperando o carnaval passar pra pôr em prática? Não!!!
Dia 02/02, venha conhecer e estabelecer estratégias, em um clima descontraído, para atingir seus objetivos nos próximos meses!
As Psicólogas Maryon Gotardo e Sílvia Deschamps, com experiência em Psicologia do Esporte, conduzirão a palestra e roda de conversa "Conquistando 2019".
Local: Integral Estilo de Vida - Rua Professor Hermínio Jacques, 167 - Centro de Florianópolis/SC
Horário: 10h
Inscreva-se gratuitamente em: https://goo.gl/forms/iebIf4Xhb7f2qWrt2
Faça sua inscrição agora mesmo, pois as vagas são limitadas!!!
Além da nossa palestra, convidamos você a participar de nosso treino de corrida e caminhada, que inicia às 7h45min (no mesmo local).
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quinta-feira, 22 de novembro de 2018
Jung e os Sonhos!
O nosso inconsciente é parte tão
vital e real da vida de um indivíduo quanto o é o mundo consciente,
infinitamente mais amplo e mais rico. A linguagem e os meios de comunicação com
este mundo são os sonhos. O inconsciente é o grande guia, o amigo e conselheiro
do consciente. E a estrutura psíquica que media a conversa entre o inconsciente
e o consciente é o Ego. Nem todas as experiências podem ir para a consciência,
o Ego nos protege e quem verifica se temos aporte emocional, para trazer do
inconsciente para o consciente.
O sonho é uma expressão integral,
importante e pessoal do inconsciente, e é particular de cada um. Se comunica
com o sonhador e seleciona símbolos para seu propósito, com um sentido que diz
respeito somente a ele. Oferece-lhe conselhos ou orientações que não poderiam
ser obtidos de qualquer outra fonte, meio de comunicação direto, pessoal e
significativo com aquele que sonha. O sonho retrata a situação interna do
sonhador, cuja verdade e realidade o consciente reluta em aceitar ou não aceita
de todo. Os cuidados
com água, alimentação, atividade física, boa gestão de si e das suas atividades,
são relevantes para o estado onírico (estado do sonho). O sonho diz respeito à
leitura desse estado onírico da pessoa, tem a ver com tudo da vida dela, estilo
de vida. O corpo onírico se refere a toda expressão do indivíduo: idade,
gênero, forma como conta o sonho, o jeito que lembra.O sonho está relacionado à
memória pessoal e nos mostra o que podemos suportar, a assimilação de
experiências.
“Para conhecer e entender a
organização psíquica da personalidade global de uma pessoa é importante avaliar
quão relevante é a função de seus sonhos e imagens simbólicas. A descoberta de
que o inconsciente não é apenas um simples depósito do passado, mas que está
também cheio de germes de ideias e de situações psíquicas futuras levou-me a
uma atitude nova e pessoal em relação a psicologia. Pensamentos inteiramente
novos e ideias criadoras podem surgir do inconsciente – ideias e pensamentos
que nunca foram conscientes. A capacidade de alcançar um veio rico desse
material e transformá-lo de maneira eficaz, em literatura, música ou em
descobertas científicas é o que chamamos genialidade.”
A função geral dos sonhos é
tentar restabelecer a nossa balança psicológica, produzindo um material onírico
que reconstitui, o equilíbrio psíquico total. É a chamada função complementar
(ou compensatória) dos sonhos na nossa constituição psíquica. Explica porque as
pessoas com ideias pouco realísticas, ou ainda, que constroem planos grandiosos
em desacordo com a sua verdadeira capacidade, sonham que voam ou caem. O sonho
compensa as deficiências de suas personalidades e, ao mesmo tempo, previne-as
dos perigos dos seus rumos atuais. Se os avisos dos sonhos são rejeitados,
podem ocorrer acidentes reais. Os sonhos algumas vezes podem revelar certas
situações muito antes de elas realmente acontecerem. O sonho premonitório pode acontecer em até 3 dias, e
ocorre no 3º. estágio, a vida precisa estar equilibrada em todos os sentidos,
saudável.
Muitas crises em nossas vidas tem
uma longa história inconsciente. Para benefício do equilíbrio mental e até mesmo
da saúde fisiológica, o consciente e o inconsciente devem estar completamente
interligados a fim de que possam se mover em linhas paralelas. O sonho
recorrente é um fenômeno digno de apreciação. Há casos em que as pessoas sonham
o mesmo sonho desde a infância até a idade adulta. Esse tipo de sonho é, em
geral, uma tentativa de compensação para algum defeito particular que existe na
atitude do sonhador em relação à vida; ou pode tratar de um trauma que tenha
deixado alguma marca. O sonho traz melhoria do que precisa ser realizado, é imediatista. Quanto
mais dinâmicas as experiências de vida, mais objetivo é o sonho.
Fonte: Jung, C.G. (Org.) O Homem e seus Símbolos.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
terça-feira, 9 de outubro de 2018
Bullying em Atletas Ícones do Esporte!
A
palavra bullying, é de origem
inglesa, e “é utilizada para qualificar comportamentos violentos no âmbito
escolar, tanto de meninos quanto de meninas. Entre esses comportamentos,
podemos destacar agressões, assédios e ações desrespeitosas realizados de
maneira recorrente e intencional por parte dos agressores. É fundamental
explicitar que as atitudes tomadas por um ou mais agressores contra um ou
alguns estudantes geralmente não apresentam motivações específicas ou
justificáveis. Isso significa dizer que, de forma quase “natural”, os mais
fortes utilizam os mais frágeis como meros objetos de diversão, prazer e poder,
com o intuito de maltratar, intimidar, humilhar e amedrontar suas vítimas. E
isso invariavelmente produz, alimenta e até perpetua muita dor e sofrimento nos
vitimados! ”(p. 19)
As formas diversas de bullying são demonstradas abaixo:
- Verbal:
insultar, ofender, xingar, fazer gozações, colocar apelidos pejorativos, fazer
piadas ofensivas e zoar;
-
Físico e material: bater, chutar, espancar, empurrar, ferir, beliscar, roubar,
furtar ou destruir os pertences da vítima, atirar objetos contra a vítima;
-
Psicológico e moral: irritar, humilhar e ridicularizar, excluir, isolar,
ignorar, desprezar ou fazer pouco-caso, discriminar, aterrorizar e ameaçar,
chantagear e intimidar, tiranizar, dominar, perseguir, difamar, passar bilhetes
e desenhos de caráter ofensivo entre os colegas; fazer intrigas, fofocas ou
mexericos;
-
Sexual: abusar, violentar, assediar, insinuar;
-
Virtual: utilização de celulares e computadores na internet, conhecido também
como cyberbullying.
Esse tema é polêmico, e por mais
que essa definição se refira ao ambiente escolar, infelizmente, não é somente
lá que o bullying ocorre, pode ser
nos próprios lares e no ambiente esportivo também. Ilustro dois exemplos de
atletas vencedores, referências no esporte mundial, em suas modalidades, que
foram vítimas deste tipo de violência.
O nadador norte-americano, Michael
Phelps, com vários recordes mundiais estabelecidos, detentor de mais de 20
medalhas olímpicas, foi diagnosticado com transtorno de déficit de atenção com
hiperatividade (TDAH). Os professores reclamavam do seu comportamento, de que não
fazia as tarefas, não prestava atenção nas aulas e não parava quieto. Uma de
suas professoras chegou a declarar que ele jamais seria bem-sucedido porque não
era capaz de se concentrar. Ele sofreu bullying
por anos a fio, em decorrência disto, e também por ser muito alto, magro, desengonçado
e ter orelhas grandes. No ambiente esportivo, durante uma competição de
natação, aos 11 anos de idade, alguns meninos tentaram mergulhar sua cabeça
numa privada. Ele conseguiu fugir e saiu do banheiro aos prantos. “A raiva
formou-se em meu interior e, embora eu não tivesse comentado nada sobre o
assunto com ninguém, usaria essa raiva como motivação – em especial, na piscina”,
Phelps relatou em seu livro autobiográfico, Sem Limites.
O ex-jogador de futebol David
Beckham, considerado um dos maiores jogadores de futebol do mundo, foi vítima
de bullying durante o período
escolar. Quando criança, já era obcecado por futebol, vivia com a bola nos pés
e sonhava em jogar profissionalmente. Ingressou, aos 8 anos, na escolinha de
futebol Ridgeway Rovers e se tornou um jogador talentoso e um dos melhores
artilheiros. Em sua trajetória esteve em clubes como: Manchester United, Real
Madrid, Los Angeles Galaxy, Milan e Paris Saint-Germain. Além de ter feito
parte da Seleção Inglesa, a partir de 1996, inclusive como capitão do time.
Colecionou gols e prêmios individuais. Em 2007, revelou à revista inglesa Guardian Weekend que se sentia diferente
no período da adolescência. Seus amigos pensavam em diversão e ele era
totalmente focado no futebol e na preparação para os jogos. Ele era vítima de
zombarias por ter começado cedo no esporte e se recusar a sair à noite ou a
beber com os amigos. Seus agressores diziam que isso era coisa de “mulherzinha”.
“No entanto, esbarrei com essas mesmas pessoas um ano atrás, e elas me
perguntaram: Podemos vê-lo jogar em Madri? ”, concluiu o jogador. Beckham
aliado a outras celebridades aderiu à campanha antibullying denominada Beat Bullying (Acabem com o bullying), organizada pelo governo
inglês com apoio da BBC Radio 1 e mais de 50 organizações. Como embaixador da
Boa Vontade da Unicef, em 2015, lançou o projeto “7: Fundo Unicef David Beckham”,
no qual um dos propósitos era proteger crianças vítimas de violência em países
em crise e conflitos.
Fonte: Silva, A.B.B. Bullying: mentes perigosas nas escolas.
São Paulo: Globo, 2015.
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
A Influência do Ferro na Maturação Cerebral e a Relação com o TDAH!
O ferro é importante para o cérebro e vital para o seu desenvolvimento normal, e também, para o comportamento humano. É um cofator-chave na produção de neurotransmissores, substâncias químicas no cérebro que afetam a sinalização dos neurônios, incluindo a serotonina, a noradrenalina e, especialmente, a dopamina. O ferro também é necessário para que a enzima monoamina oxidase destrua esses neurotransmissores. Desequilíbrios nos níveis do neurotransmissor dopamina podem levar a problemas musculares e comportamentais. Dependendo da localização e direção (alta ou baixa) do desequilíbrio no cérebro, problemas de dopamina podem causar: rigidez nos músculos, tremores, impulsos irreprimíveis para se mover enquanto em repouso (também conhecido como síndrome das pernas inquietas), problemas com atenção, concentração, motivação e depressão, mas também psicose, paranoia e agressão. A síndrome das pernas inquietas é frequentemente tratada com sucesso através da suplementação de ferro, e o número de receptores de dopamina, varia dependendo dos níveis de ferro no cérebro.
O déficit de atenção e hiperatividade é uma condição comum, que ocorre em 5-15% das crianças e em até 5% dos adultos, em todo o mundo. Muitas vezes, é hereditária e, devido aos sintomas típicos de inquietação motora, baixa concentração e distração, acredita-se que, pelo menos em parte, seja causada por problemas com os níveis de dopamina ou com a eficiência dos receptores de dopamina no cérebro. Vários estudos já mostraram que o TDAH em crianças está associado a baixos níveis séricos de ferro e ferritina (outra medida de ferro), em comparação com crianças controle, sem TDAH. A suplementação de ferro também foi evidenciada para melhoria dos sintomas do TDAH.
Baixos níveis de ferro têm sequelas diferentes em crianças comparadas aos adultos, particularmente, quando se trata de comportamento e desenvolvimento. A deficiência de ferro, em crianças pequenas, pode levar: a QI permanentemente mais baixo, atrasos no desenvolvimento e distúrbios comportamentais, que só podem ser parcialmente melhorados com suplementação de ferro mais tarde na infância. O desenvolvimento neural começa antes do nascimento, mas a maturação dos neurônios dopaminérgicos e a migração continuam até a puberdade, com a subsequente modificação e a poda até a idade adulta. Os níveis de ferro influenciam o desenvolvimento dos neurônios (mostrado em estudos com animais). É possível uma prevalência maior de deficiência de ferro em crianças do que em adultos, juntamente, com o lento progresso da maturação dos neurônios dopaminérgicos e o desenvolvimento, poderia explicar, parcialmente, porque as crianças tendem a ter uma incidência maior de TDAH do que os adultos, e os sintomas em crianças, tendem a incluir mais inquietação motora. Seguindo essa linha de raciocínio, o reconhecimento precoce da deficiência de ferro, e a consequente suplementação deste, em crianças, pode melhorar ou mesmo prevenir alguns tipos de TDAH, influenciando positivamente o desenvolvimento de neurônios dopaminérgicos.
Existem estudos limitados em adultos com TDAH e as correlações entre a deficiência de ferro e os sintomas não são tão claras. Além disso, suplementos vitamínicos e minerais tiveram resultados mistos como tratamento. Nestas populações, no entanto, a única deficiência comum encontrada foi a vitamina D. Mais pesquisas precisam ser feitas para entender completamente a conexão entre ferro, dopamina e TDAH, mas faria sentido para pessoas com sintomas de TDAH, particularmente, crianças, obter níveis de ferritina sérica medidos e suprir deficiência de ferro quando descobertos. Como o excesso de ferro também pode causar problemas de saúde e as crianças menores são mais vulneráveis aos efeitos de overdoses de vitaminas e minerais, não seria seguro suplementar agressivamente o ferro sem verificar os níveis primeiro.
Fonte:
https://www.psychologytoday.com/us/blog/evolutionary-psychiatry/201511/iron-dopamine-and-adhd
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