quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A Melhora do Bem-estar através dos Exercícios Físicos na Meia Idade!

A meia idade está relacionada a fase compreendida entre os 40 e 60 anos. Nesta etapa da vida, as pessoas tendem a ser mais introspectivas e reflexivas, as atitudes costumam ser mais sóbrias e serenas. A personalidade está mais consistente e há uma preocupação com os filhos adolescentes e também com os pais. Os homens tem uma apreensão maior com as doenças e a morte, apresentando declínio dos níveis do hormônio masculino andrógeno (experimentando a andropausa) e a queda da força física e psicológica.
As mulheres tem as mesmas inquietações que os homens, acrescidas do medo da viuvez e o lamento da perda da juventude e da beleza, apresentando a diminuição dos hormônios femininos estrógeno e progesterona (experimentando a menopausa). Existe uma preocupação comum, tanto nos homens quanto nas mulheres, que é manter a saúde e a aparência jovem.  As estratégias utilizadas para amenizar a passagem do tempo são as mais variadas: tomar vitaminas, fazer dieta, pintar os cabelos, o uso de cosméticos e os exercícios físicos. Se a pessoa optou por um  estilo de vida mais saudável até então,  vai ser mais fácil e determinante chegar nessa fase, e consequentemente, na velhice, com mais saúde. Caso contrário, vai exigir dela um esforço maior e vontade de mudar, incorporando no seu cotidiano a prática dos exercícios físicos (contribuindo para a sua capacidade funcional) e uma dieta balanceada e saudável.
Alguns estudos tem revelado dados interessantes a respeito das mudanças ocorridas na meia idade, são elas:
- Melhora das condições neurais (apesar de haver perdas de memória em relação a nomes e datas, as redes neurais constroem ao longo da vida novos padrões de ligações, como camadas entrelaçadas permitindo melhores análises e avaliações complexas, sem decisões precipitadas);
- O discernimento maduro em função da experiência permite um melhor controle afetivo, destreza mental e decisões financeiras tomadas com mais competência;
- Melhor visão panorâmica das situações pelo desenvolvimento dos dois hemisférios;
- A auto-imagem positiva que a pessoa traz consigo também contribui para essas melhoras.
A prática regular de exercícios físicos contribui significativamente para a melhora do bem-estar físico e psicológico nesse período da vida através dos seus inúmeros benefícios, dentre eles: o aumento: da estabilidade emocional, da positividade, do autocontrole, da memória, da imagem corporal  positiva, da confiança, do funcionamento intelectual e muitos outros!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O Estado de Fluxo no Esporte!

O psicólogo húngaro, Mihaly Csikszentmihalyi, da Universidade de Chicago escreveu um livro intitulado "A Descoberta do Fluxo". Nesta obra explica que a felicidade é como atingir o estado de fluxo, quando o individuo encontra-se completamente imerso e concentrado no que está fazendo, sendo bem-sucedido e desfrutando de um grande prazer. Muitas vezes, ele é capaz de perder a noção de tempo neste estado. O autor comenta também que a maioria dos aspectos que dizem respeito à felicidade tem origem na mente através dos seguintes componentes: personalidade, otimismo, resiliência(superação), gratidão, presença de altos níveis de emoções positivas. Para atingir o estado de fluxo é necessário um alto grau de desafio e de habilidade para realizar uma tarefa. Pode ser descrito como um estado onde a atenção, a motivação e a habilidade encontram-se numa harmonia produtiva.
Um exemplo de atleta que tem experimentado o estado de fluxo atualmente no esporte é o tenista sérvio Novak Djokovic. Em conquista recente na Austrália, do seu 5o. Grand Slam, e vencendo pela 7a. vez seguida o tenista espanhol Rafael Nadal, comprova que além de ser talentoso, vive um momento único e esplêndido em sua carreira, confirmando a posição de número 1 do mundo. Em entrevista recente, diz sentir-se orgulhoso de suas últimas conquistas e que as vitórias tem lhe proporcionado muita força mental e auto-confiança. Seu próximo desafio e objetivo é vencer em Roland Garros, num tipo de quadra que cresceu jogando, se continuar no ritmo que está, realmente ninguém vai duvidar de que vem por aí um outro campeonato conquistado. Conseguir reunir com a máxima eficiência todos os aspectos envolvidos na preparação do atleta, sejam eles, físicos, técnicos, táticos e psicológicos, os resultados alcançados só podem culminar na excelência e em resultados positivos para ele!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A Preferência dos Obesos e/ou os com Sobrepeso pelo Trabalho Personalizado!

Quando um cliente obeso faz uma consulta com um(a) psicóloga(o) para emagrecer, sabe geralmente, que lhe será proposto um regime, um programa de exercícios físicos e até prescrição de drogas se for o caso. Portanto, sua demanda não é exclusivamente dietética, de atividade física ou mesmo receita de drogas. Necessitam que lhes escutem, que compreendam seus problemas, seus impulsos, seus desejos de comer, embora muitos deles buscam o milagre, o emagrecimento sem esforço.
 O trabalho com o personal trainer, de modo geral, é preferido pelo cliente obeso ou com sobrepeso, pois não gostam de ir a academias, por se sentirem muito expostos, olhados e julgados. Além do mais, o trabalho personalizado permite a ele, uma atenção maior em relação à execução correta do exercício, evitando lesões nas articulações, na coluna e na musculatura.
Um aspecto essencial a ser considerado é que todo trabalho realizado com este perfil de cliente respeita e estimula a capacidade de tomada de decisão, no que diz respeito à sua atitude, inclusive a de não emagrecer. Porém, é enfatizado que ninguém pode ter um corpo bonito e saudável sem pagar um preço, o que acontece muito entre os obesos, querem emagrecer ou ter um corpo assim sem esforço, sem pagar nada, aliando-se a gratificação imediata e concreta com que já tem em relação à comida, dificulta ainda mais. O profissional de psicologia habilitado deve ter muita paciência, compaixão e honestidade quando estiver diante desse desafio profissional!


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Reflexões sobre o Depoimento de um Tenista Infanto-juvenil!

"Se pelo menos eu pudesse jogar futebol em vez de tênis...Não gosto de esportes, mas, se sou obrigado a praticar um para agradar a meu pai, preferia que fosse futebol. Jogo três vezes por semana na escola e gosto de correr pelo gramado, sentindo o vento no meu cabelo, pedindo a bola e sabendo que o mundo não vai acabar se eu não marcar um gol. Que o destino do meu pai, da minha família, do planeta inteiro não está sobre os meus ombros. Se meu time não ganhar, a responsabilidade é da equipe inteira, e não vai haver ninguém berrando na minha orelha. Acho os esportes coletivos bem melhores.Passo entre os zagueiros, rápido, ágil, pedindo a bola e rindo com os meus amigos. Estamos juntos em busca de um objetivo comum. Somos um time. Gosto de sentir isso. Faz sentido para mim. De repente, ergo os olhos e vejo meu pai. Ele está saindo do estacionamento e caminha furioso rumo ao campo. Enquanto voltamos para casa, sem olhar para mim meu pai avisa: "Você nunca mais vai jogar futebol." Eu imploro que ele me deixe voltar a jogar. Ele berra a plenos pulmões: "Você é um tenista! Vai ser número 1 do mundo! Você vai ficar rico jogando tênis! Isso é o que foi planejado e chega de conversa!"(AGASSI, 2010)
Esse pequeno trecho que retirei da autobiografia do Agassi nos traz muitas reflexões e discussões a respeito de questões comuns quando se trata do esporte infanto-juvenil. A primeira delas é a escolha do esporte a ser praticado, muitas crianças e jovens não tem a chance de escolher a sua prática de preferência, os pais impõem a eles aquela que acham que é a melhor, ou então, a que foram frustrados. Uma das razões mais citadas em estudos para a participação no esporte é divertir-se, e muitas vezes, é a mais negligenciada. Outra razão comum é a melhora econômica e de status social e ainda a agressividade e a influência de outros, como os pais, ainda mais nesse caso em que o técnico era o pai. Fatores de stress associados ao burnout (pico do stress) em jovens aparecem na experiência desse atleta, como:
- Expectativas elevadas impostas por outros;
- Pressão dos pais;
- Amor dos outros demonstrados a base de vitórias e derrotas;
- Perfeccionismo;
- Aumento da responsabilidade;
- Medo de decepcionar as pessoas e errar;
- Nervosismo e ansiedade.
Um outro aspecto interessante citado é em relação ao esporte de modalidade coletiva, pois possibilita a divisão da responsabilidade pelo resultado, sendo menos estressante que os de modalidade individual, já que os atletas praticantes dos esportes individuais apresentam níveis mais elevados de ansiedade-traço e ansiedade-estado.
O exemplo do início da carreira de um atleta, como o Agassi, é bem mais comum do que pensamos, muitas crianças na expectativa de tornarem-se a "salvação" da sua família (incluindo-se aqui o sujeito que deu certo, o vencedor) vivenciam a mesma situação, com a ressalva de que a maioria não chega a ser número 1 do mundo em seu esporte, para poder dizer no final que valeu a pena o sacrifício passado, um alto preço pago, como no caso desse atleta, que praticou durante 29 anos um esporte do qual detestava!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Famílias Disfuncionais!

A família disfuncional é aquela cujos membros não sabem enfrentar e resolver seus problemas, por terem dificuldade de lidar com sentimentos e necessidades. Nela, os papéis são rígidos e inflexíveis, as regras, indiscutíveis, e a estrutura segue um modelo tradicional, com papéis predeterminados e a presença do bode expiatório.
Segundo John Bradshaw, há três tipos de família disfuncional: a cultual, a caótica e a corrupta, sendo que cada uma delas se divide em vários subtipos, de acordo com fatores culturais, econômicos, étnicos, religiosos e idiossincrásicos, e graus variados de disfunção. Ressalte-se que as divisões e os tipos não são estanques, pois muitas famílias disfuncionais possuem elementos de todos os tipos.
A família cultual é baseada no poder dos pais sobre os filhos, na imposição da vontade dos pais, na obediência cega, no controle constante, em limites rígidos dentro e fora da família, em deveres, obrigações e auto-sacrifício, em perfeccionismo e culpa.
A família caótica carece de estrutura, por falta de regras ou por possuir regras inconsistentes (por exemplo, pais que pregam uma coisa e fazem outra, confundindo os filhos).
A família corrupta não tem limites morais e nela se verifica abuso físico, psicológico, sexual, negligência de todo tipo, modelo de comportamento impróprio por parte de um dos pais ou de ambos (por exemplo, pai que se gaba de burlar leis, sonegar impostos, maltratar empregados, pessoas de diferente estrato social, de outras etnias ou credos religiosos; mãe excessivamente preocupada com status, bens materiais, aparência física, em detrimento de valores éticos). Nela observa-se um estranho senso de lealdade à família, que permite desrespeitar os que dela não fazem parte, os outros, os estranhos, mas onde há um código de proteção entre os membros.  Este desrespeito inclui trapaça, mentira, agressão física e, em casos graves de psicopatia, morte.
É fácil identificar os tipos de família disfuncional, eles são encontrados no consultório ou na casa vizinha. Às vezes, saltam das páginas de jornal que relatam crimes bárbaros de pais que matam filhos, netos que agridem avós e agressões inaceitáveis contra indivíduos de fora da família. Não que o distúrbio justifique o crime, mas, a cada manchete nova, pergunto-me se algumas destas tragédias não poderiam ter sido evitadas se aquelas pessoas tivessem recebido ajuda psicológica.
Vale lembrar que o desenvolvimento humano não tem fórmulas exatas. Filhos de famílias disfuncionais podem apresentar condutas adaptativas, desenvolver-se de forma ajustada e estabelecer relacionamentos saudáveis. Assim como filhos de famílias sem grandes conflitos podem desenvolver transtornos de conduta. Vários fatores concorrem para a origem dos transtornos psicológicos, como características individuais, incluindo as genéticas, e influências ambientais, mas eles não são determinantes.

Maria Cristina Ramos Britto
Psicóloga com especialização em terapia cognitivo-comportamental
Tel.: (21) 9214-2023
Blog: www.psicologiaevidasaudavel.blogspot.com

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Exigências da Competição de Alto Nível!

A competição de alto nível apresenta características peculiares, e mesmo que o atleta tenha participado das categorias de base, ele não tem a garantia de atingir o esporte profissional, e, se chegar lá, de conseguir se manter. Muitos atletas, quando fazem a passagem da categoria juvenil para a adulta, tem muita dificuldade em assimilar as cobranças dos diferentes atores que participam do processo (inclui-se, aqui, comissão técnica, patrocinadores, dirigentes, mídia). Ao mesmo tempo, existe uma motivação muito forte em se dedicar à rotina de treinamento, fazendo-o superar os seus limites ao máximo para se destacar o mais rapidamente possível.
Muitos técnicos acreditam que o sucesso de um atleta depende de quatro fatores: habilidade motora; treinamento físico; treinamento mental; desejo ou energia. As percentagens destes quatro fatores devem variar de atleta para atleta e até com o mesmo atleta de jogo para jogo. Muitos psicólogos dizem que é o desejo, a paixão e a ambição que separa os maiores realizadores do resto dos competidores, até de outros com igual ou mais talento (CLARKSON, 1999).
THOMAS TUTKO[1] (citado por CLARKSON, 1999) declara que os atletas de elite querem investir em vencer. Esta direção pode ser um instrumento deles e que é proveitoso para os jogos, para o treino difícil, planejamento e criação de metas para si mesmos. Isto pode até melhorar sua maturidade e permitir que aceitem a responsabilidade quando alguma coisa dá errada. E isto pode dar a eles uma humildade que permite a aprenderem com seus próprios erros.
Para um atleta participar do ambiente esportivo, e nesse nível, realmente requer dele muita determinação (força interior capaz de levar alguém a afirmar com convicção o seu objetivo), dedicação (capacidade de se entregar a realização de um objetivo), disciplina (capacidade de seguir um método que funcione, de aprender) e desprendimento (capacidade de abandonar o que não está funcionando para aprender o novo, para conseguir um resultado melhor), os simples e eficientes 4 D´s que costumo trabalhar com eles!


[1] Fonte não citada pelo autor. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Características Comuns das Pessoas consideradas Felizes!

- Mais queridas pelos outros, tendem a ser mais tolerantes e criativas;
- Hábitos de vida mais saudáveis(dieta leve e balanceada, livre de drogas, álcool e cigarro), pressão arterial mais baixa e sistema imunológico mais ativo;
- Homens e mulheres satisfeitos têm uma vida social mais rica e produtiva, os muito felizes passam o mínimo de tempo sozinhos e mantêm ótimos relacionamentos. Cultivam mais as amizades e permanecem casados por mais tempo;
- Uma situação financeira confortável ajuda, mas é um erro pensar que, quanto mais dinheiro, mais satisfação. Especialmente se, para consegui-lo, se sacrificam outros aspectos;
- O casamento está intimamente ligado à felicidade, a vantagem para os casados parece estar ligada ao fato de que eles se sentem mais amparados;
- As mulheres são mais deprimidas, mas, também experimentam mais emoções positivas do que os homens, talvez isso se deva em parte à biologia e em parte à disposição feminina de falar mais abertamente de suas emoções;
- Até a década de 60, acreditava-se que a felicidade estava associada à juventude e também a um bom nível de instrução. Essa idéia foi negada pela experiência; 
- A inteligência também não influencia a felicidade, seja para mais, seja para menos;
- Quem pratica uma religião é claramente menos predisposto a usar drogas, a se divorciar e a cometer crimes e suicídio. Costuma ser também mais saudável e viver mais. (Martin Seligman, estudioso da Psicologia Positiva, professor da Universidade da Pensilvânia/EUA)

Mas afinal, o que é essa tal felicidade? De uns anos para cá houve uma tendência a relacionar experiências que proporcionam prazer imediato, como consumo, sexo casual e um bom chocolate a estados de felicidade. Realizações importantes são capazes de nos fazerem felizes, porém o nosso grande desafio é construir, dia a dia, passo a passo, uma felicidade duradoura, mais consistente. Esse assunto nos faz refletir sobre o que é felicidade para cada um de nós, propício para essa época do ano, analisarmos se estamos na busca dos nossos sonhos, caminhando em direção a realização dos nossos projetos! O cuidado com a saúde física, mental, emocional e espiritual, solidifica o nosso amor próprio e o autoconhecimento nos permite aprender a viver de modo mais saudável e feliz, adquirindo hábitos como: praticar exercícios físicos, comer alimentos benéficos, priorizar um tempo para não fazer nada, meditar com música ou em silêncio. Através desse movimento consigo mesmo, é possível aprimorar o cultivo dos valores da compaixão, humildade, fraternidade, amor, paz, saúde, esperança, prosperidade, fé e união, tão necessários no mundo, nos dias de hoje!