quinta-feira, 24 de maio de 2012

Estudos associados aos Benefícios de Ser um Indivíduo Ativo Fisicamente!

Uma pesquisa realizada na Universidade do Estado de Santa Catarina assinala um caminho para transformar o exercício num momento de prazer. Depois de um ano, os pesquisadores observaram que 95% do grupo que praticava dança continuava firme. É quase o dobro da adesão registrada nos programas de exercícios convencionais. Quando o passo acelera o coração na medida certa faz muito bem para a saúde. Os pesquisadores descobriram que o mais importante é acelerar os batimentos cardíacos. Para identificar a frequência ideal os voluntários fizeram testes na esteira. Ao todo, 80% das pessoas que seguiram os programas de atividade física e ficaram de olho no coração disseram que até a vida sexual melhorou. E não precisa muito tempo para sentir a diferença: três meses de exercício físico três vezes por semana já são suficientes.
Um estudo feito pelo departamento de educação física da USP realizou um exame detalhado de: resistência, flexibilidade, pressão, glicemia e colesterol com 113 voluntários. Três meses depois, 88 pessoas foram reavaliadas. O resultado encontrado foi uma redução significativa na pressão arterial, no peso e no colesterol de todo o grupo.
A mulher com seus múltiplos papéis de mãe, mulher, dona-de-casa, trabalhadora e todas as cobranças inerentes a eles, além das causas hormonais, tem duas vezes mais chance de desenvolver depressão e ansiedade do que os homens. E a situação piora ainda mais se ela não se cuidar e ficar parada. Pesquisas já comprovaram que no caso das mulheres sedentárias, a probabilidade de apresentar estes problemas é 15 vezes maior que naquelas que deixam a preguiça de lado e põe o corpo para se mexer. Nesse estudo, da Faculdade Estadual de Medicina de São José do Rio Preto, 40 mulheres que tinham depressão e ansiedade foram convidadas a participar de um programa de atividades físicas regulares. O intuito era provar que o exercício podia funcionar como um medicamento. Quando fazemos exercício, nosso cérebro libera substâncias químicas: entre elas, a endorfina e a serotonina, que dão a sensação de bem estar. O resultado mostrou que o nível de ansiedade das mulheres caiu pela metade e a depressão praticamente desapareceu.




quinta-feira, 17 de maio de 2012

Pesquisas sobre os Transtornos Alimentares no Esporte!

A anorexia nervosa e a bulimia nervosa – transtornos da alimentação – tem tido um considerável e crescente cuidado nas duas últimas décadas em decorrência dos altos índices de sua prevalência e das dificuldades associadas ao seu tratamento. Alguns dados alarmantes são confirmados, como: 15% dos pacientes morrem; formas crônicas estão em 25% deles (baixo peso crônico ou exacerbadas flutuações de peso). Complicações metabólicas (desnutrição), seqüelas psicológicas (transtornos de ansiedade ou do humor) e o isolamento social encontram-se em todos os casos.
“A aneroxia nervosa se caracteriza por um jejum espontâneo e auto-imposto, parte de uma busca incansável por emagrecer e pavor de obesidade.” “A bulimia nervosa é formada por episódios repetidos de ingestão compulsiva de grandes quantidades de alimento em períodos curtos de tempo(episódio bulímico), com sensação de perda completa de controle alimentar e esforços para controlar o peso corporal através da provocação de vômitos e do abuso de laxativos” (NUNES, BUENO & NARDI, 2005, p. 159).  Segundos os mesmos autores, os indivíduos que apresentam o transtorno alimentar são patologicamente preocupados com o peso e a forma física, e tem um desejo muito forte de emagrecer, independente do peso que possuem. E a bulimia nervosa pode ser uma síndrome em diversas doenças médicas ou mais um componente da anorexia nervosa.
Se esses transtornos são ameaçadores e tem conseqüências maléficas, para a população em geral, imagina-os estarem presentes em atletas. Levantei alguns estudos já realizados no ambiente esportivo e os citarei a seguir.
O objetivo do presente estudo foi identificar a presença de transtorno do comportamento alimentar (TCA) ou síndromes precursoras e o grau de distorção da imagem corporal em atletas de elite de nado sincronizado. Foram avaliadas 27 atletas de nado sincronizado, sendo 19 da categoria juniores (15,6 ± 0,8 anos) e oito da categoria de seniores (19,0 ± 1,3 anos) que compunham a seleção brasileira na época do estudo (2000). Um grupo de 32 adolescentes não-atletas (15,0 ± 1,6 anos) foi usado para comparação com as atletas. Os procedimentos metodológicos adotados foram: aplicação de três instrumentos de auto-relato, validados: 1) EAT-26 - presença de comportamentos alimentares inadequados; 2) BITE - presença de atitudes sugestivas de bulimia nervosa; e 3) BSQ - insatisfação da auto-imagem corporal. Embora tanto o grupo de atletas, quanto o de não-atletas tenham apresentado parâmetros antropométricos compatíveis com padrões saudáveis para a idade e sexo, os resultados evidenciaram a presença de insatisfação com a auto-imagem corporal e a adoção de práticas patológicas de controle da massa corporal, sobretudo entre atletas da categoria juniores e entre as adolescentes não-atletas. Os resultados encontrados retratam uma tendência mundial de preocupação com a aparência entre adolescentes capaz de levá-las à adoção de condutas não-saudáveis. Essa modalidade é considerada de risco para desenvolvimento de TCA por valorizar, além de outros aspectos, a leveza e beleza de movimentos que, de certa forma, estão associados a baixa massa corporal. (Perini; Vieira; Vigário; Oliveira;Ornellas;de Oliveira, 2009).
Avaliar a presença de comportamentos bulímicos e sua intensidade entre atletas adolescentes do sexo feminino corredoras de fundo foi o objetivo deste estudo. De um total de 40 atletas adolescentes (16±1,8 ano), registradas na Federação de Atletismo do Rio de Janeiro, foram estudadas 17 meninas corredoras de fundo. O instrumento utilizado para investigar comportamentos bulímicos e sua gravidade foi o BITE (Bulimic Investigatory of Edinburg), um questionário auto-aplicável, em sua versão em português. Os resultados apontaram que 35,6% das atletas (N=6) apresentavam escores acima do limite de normalidade (=10) e 29,4% (N=5) padrão não usual (entre 10 e 19). Foi detectado um caso com escore superior a 20, indicando presença do problema. No que se refere à gravidade, valores acima de 5 na escala de gravidade do BITE foram considerados significativos, totalizando na amostra apenas um caso. Tendo em vista a detecção de padrões não usuais e mesmo um caso de maior gravidade indicado pelo alto escore encontrado, tornam-se necessários estudos mais abrangentes junto ao segmento focalizado, de modo a subsidiar medidas preventivas. Os resultados indicam, ainda, a necessidade de alertar e informar familiares e profissionais envolvidos no trabalho junto a essas adolescentes sobre o perigo potencial dos comportamentos identificados (Bosia & de Oliveira, 2004).
O objetivo deste estudo foi investigar a ocorrência de distúrbios de atitudes alimentares e sua relação com a distorção da auto-imagem corporal em atletas de judô do estado do Paraná. Foram sujeitos 101 atletas, sendo 71 participantes do JOJUP’s (42 masculino e 29 feminino) e 30 participantes do JAP’s (18 masculino e 12 feminino). Como instrumentos utilizou-se o EAT-26 e o BSQ. Em relação aos distúrbios de atitudes alimentares as judocas-JOJUP´s, apresentaram maior probabilidade de desenvolver distúrbios de atitudes alimentares. Com relação à distorção na imagem corporal, as judocas-JOJUP´s apresentaram pontuação mais elevada sendo sete casos de distorção leve, seis casos de distorção moderada e três de grau grave. Ocorreram diferenças estatisticamente significativas tanto para a presença de distúrbios de atitudes alimentares quanto na distorção de auto-imagem corporal entre o gênero. Foram evidenciadas correlações estatisticamente significativas entre distúrbios de atitudes alimentares e distorção de auto-imagem na categoria JOJUP’s masculino e quando os judocas foram agrupados independente da categoria ou gênero (Vieira; de Oliveira; Vieira; Vissoci; Hoshino; Fernandes, 2006).
O atleta tem no corpo o seu instrumento de trabalho, por isso muitas vezes a exigência de ter um corpo e peso ideal pode levá-lo, em especial, nas modalidades nas quais o peso é fundamental, por exemplo, essas citadas nos estudos (nado sincronizado, atletismo e judô) a desenvolver os transtornos alimentares. As pesquisas no esporte confirmam a maior frequência ocorrida em mulheres, são 20 vezes mais do que nos homens e quanto ao início se dar nesse período relacionado à adolescência. Portanto, é imprescindível que os familiares e a comissão técnica que trabalha diariamente com os atletas, estar atenta aos possíveis sintomas, para caso seja observado algum característico, buscar o tratamento multidisciplinar necessário, pois vários são os fatores envolvidos na gênese desses transtornos, sejam eles: biológicos, genéticos, psicológicos e ambientais.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Dados do Ministério da Saúde sobre a Atividade Física no Brasil!

Em primeiro lugar, considero importante conceituar exercício e atividade física, que são relacionados, porém são conceitos diferentes, e há uma certa confusão e falta de conhecimento em relação a estes.
Atividade física é qualquer movimento corporal produzido pela musculatura esquelética, portanto voluntário, que resulte num gasto energético acima dos níveis de repouso (inclui-se aqui: atividades ocupacionais (trabalho), atividades da vida diária (vestir-se, banhar-se, comer), deslocamento (transporte) e as atividades de lazer.
Exercício físico é uma das formas de atividade física planejada, estruturada, repetitiva, que objetiva o desenvolvimento ou manutenção da aptidão física, de habilidades motoras ou a reabilitação orgânico-funcional.(inclui-se aqui: atividades de níveis moderados e intensos, como caminhada, corrida e treinamento de força) (Caspersen e col., 1985).
Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, Florianópolis (a minha Ilha Linda, como eu chamo) foi a capital brasileira campeã em atividade física, uma em cada quatro pessoas que mora aqui faz algum tipo de exercício. A natureza exuberante é realmente convidativa para ir para rua e se exercitar. Não é à toa que a caminhada é o exercício preferido pelos brasileiros. De acordo com a pesquisa do Ministério da Saúde 60% das pessoas ativas caminham. No entanto, neste percurso para uma vida saudável as mulheres ainda estão atrás, pois o número de homens que pratica atividade física regularmente é quase o dobro do número de mulheres.
Hoje em dia e já a algum tempo todo mundo sabe que o exercício faz bem à saúde, os meios de comunicação vem alertando a cada ano, publicando resultados de pesquisas realizadas incessantemente. Mesmo assim, metade das pessoas que recebem indicação médica para fazer atividade física desiste no primeiro ano. Outras 35% não passam do segundo ano. São poucos os que resistem.
 São Paulo ficou como a vice-campeã em inatividade física entre todas as capitais do país. A aceleração dos paulistanos e dos que moram por lá fica somente na ida ao trabalho, pois quando folgam não tem buscado o exercício físico como atividade de lazer. No mapa do sedentarismo do Brasil, a capital paulistana só perde para Porto Velho. Os moradores da capital de Rondônia registram o menor índice de atividade física no tempo livre: 26,3%. Em seguida, os paulistanos, com 27,5%. Algumas desculpas mais freqüentes foram encontradas para deixar de fazer exercício: uns consideram a cidade perigosa, outros alegam falta de tempo mesmo e a dificuldade de locomoção de um lugar para o outro e o trânsito da cidade desmotivam.
Um outro dado interessante neste estudo é que os jovens ao entrar para o mercado de trabalho reduzem de forma significativa os níveis de atividade física.  Dos 18 aos 24 anos 60,1% dos rapazes praticam atividade física nas horas livres. O percentual diminui muito e cai para 42,3 %. Na população masculina, praticamente dobra o excesso de peso e a obesidade. O indivíduo que era ativo sente as consequências da inatividade e mesmo sendo só em pouco mais de um mês parado. Ele já está sofrendo os efeitos do que os especialistas chamam de destreinamento. O destreinamento leva a uma diminuição da resistência cardiovascular, respiratório, muscular e endócrino.
Estes dados recentes comprovam uma vez mais a importância e a eficiência da prática regular de exercícios para o bem-estar físico, psicológico e espiritual do ser humano. Para isso é necessário que cada um de nós se comprometa a fazer uma reengenharia do nosso tempo, ou seja, uma organização da nossa agenda e incluir nela, assim como todos os outros compromissos e afazeres, o hábito saudável da atividade física.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Estabelecimento de Objetivos no Esporte!

O estabelecimento de objetivos é uma habilidade psicológica fundamental a ser trabalhada no contexto esportivo. Algumas vezes o atleta sabe o que quer, no entanto, é preciso fazer ajustes em seus objetivos, verificar se as metas não são irreais/inatingíveis ou, por exemplo, se existem conflitos de objetivos entre a comissão técnica e os atletas. Torna-se essencial dar atenção a estas questões, pois isso pode prejudicar todo um processo de treinamento técnico, tático e físico.
VERNON (1971, p. 11) faz a seguinte consideração sobre motivação: “A motivação é encarada como uma espécie de força interna que emerge, regula, e sustenta todas as nossas ações mais importantes. Contudo, é evidente que a motivação é uma experiência interna que não pode ser estudada diretamente. Deduzimos sua existência e sua natureza a partir da observação e experiência de comportamento.”
Segundo este autor o comportamento motivado pode se apresentar entre dois pólos:
- No primeiro, o sujeito se sente forçado a agir de determinada forma, seu comportamento é impulsivo, sem qualquer objetivo; ele é irracional.
- No segundo, o sujeito já tem consciência de seu objetivo para suas ações, as quais se encontram dirigidas e consistentes.
De acordo com SAMULSKI (1992a) a motivação se caracteriza por um processo ativo, que é dirigido a uma meta, e depende da interação de fatores pessoais (intrínsecos) e ambientais (extrínsecos). Portanto, baseada neste modelo, a motivação tem um determinante energético (nível de ativação) e um determinante de direção do comportamento (intenções, interesses, motivos e metas).
Quanto aos motivos, são divididos em internos e externos. Dentre os primeiros estão os fisiológicos, psicológicos e sociais, afiliação, poder e realização; quanto aos outros, encontram-se incentivos, recompensas e dificuldades.
Em um treinamento psicológico realizado numa equipe de futebol profissional, foi possível obter alguns resultados na entrevista psicológica que comprovam os teóricos citados. Os objetivos relatados encontrados foram:
Objetivos no Clube:
- Subir para série A (24 atletas);
- Voltar ao time A (3 atletas);
- Manter a forma (1 atleta);
- Ser útil (1 atleta);
- Voltar a jogar e ter conquistas (1 atleta);
- Ser titular (1 atleta);
- Ser campeão da Copa SC (1 atleta);
- 2o. objetivo, renovação de contrato (8 atletas).
 Objetivos técnicos:
- Melhorar marcação (5 atletas);
- Melhorar a forma física (5 atletas);
- Treinar o melhor (4 atletas);
- Melhorar a finalização (4 atletas);
- Treinar bolas paradas (2 atletas);
- Cruzamentos de bola aérea (1 atleta);
- Melhorar passe e posicionamento (1 atleta);
- Cuidar da dieta (1 atleta);
- Melhorar os dribles (1 atleta);
- Melhorar o tiro de meta (1 atleta);
- Manter atual condição (1 atleta);
- Melhorar cruzamentos (1 atleta);
- Melhorar a parte clínica (1 atleta);
- Melhorar o tempo de bola (1 atleta);
- Melhorar o cabeceio (1 atleta);
- Melhorar reposição de bola (1 atleta).
Objetivos psicológicos:
- Melhorar confiança (10 atletas);
- Melhorar autocontrole (6 atletas);
- Controlar a ansiedade (5 atletas);
- Trabalhar a atenção (3 atletas);
- Ser mais flexível (1 atleta);
- Melhorar a expressão (1 atleta);
- Exercitar a paciência (1 atleta);
- Se cuidar melhor (1 atleta);
- Exercitar falar não (1 atleta);
- Exercitar meu autoconhecimento (1 atleta);
- Exercitar a liderança (1 atleta);
- Zelar pela imagem profissional (1 atleta).
Inicialmente no levantamento diagnóstico é interessante detectar os objetivos, caso o desportista não os tenha, ajudá-lo a estabelecer, e posteriormente, trabalhar com eles no sentido de acompanharem as ações e atitudes aplicadas no dia a dia do treinamento e das competições para fazer cumprir as metas estabelecidas. O aprimoramento é contínuo e sendo assim quando é atingido um objetivo, outro já é decretado no lugar.


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Os Benefícios e os Riscos da Sociedade Digital Global!

Vivemos num tempo em que o conhecimento é acessível de forma acelerada e intensa, nunca soubemos tanto e de forma tão rápida e eficiente como através do uso da internet (ressalva para algumas informações equivocadas que são publicadas). A sede por atualização constante nos deixa ávidos por saber cada vez mais para não perder o compasso, não ficar para trás nessa nova sociedade denominada “Digital Global”.
Muitos adultos, em especial, aqueles com mais de 30 anos ainda se sentem perdidos, engatinhando no processo de aprendizado do mundo high-tech, também pudera são muitas ferramentas e novidades que chegam ao mercado dia a dia, como: ipods, celulares, computadores, ipads, players, dvds, além dos utilizados na Internet, como: sites de busca e de relacionamentos (google, facebook, twitter),  blogs, sites e etc..Enquanto isso, as crianças e adolescentes, pertencentes a “famosa geração Y”, passeiam, divertem-se, e claro, muitas vezes nos ensinam, a nos adaptar a essas transformações radicais e conseguir sobreviver a elas.
Os aprendizados contínuos, independentes da idade, é possível em razão da plasticidade do nosso cérebro, avanços recentes da neurologia comprovam a nossa capacidade regenerativa, o que ajuda a fazer com que essa nossa habilidade se torne mais próxima da juventude. Parece que  a recusa em aprender mais tarde é traduzida muito mais por uma atitude cultural por nos sentirmos mais velhos e menos capazes de aprender. A disciplina é importante em todo este contexto, essa palavra vem da mesma raiz da palavra discípulo, e tem como significado “um processo de aprendizado”. Portanto, aquele que está pronto para aprender é um discípulo, e o processo de estar pronto para aprender é a disciplina. A pessoa que se diz instruída nunca está pronta para aprender, porque ela acha que sabe tudo, e acaba ficando centrada no seu pretenso conhecimento. Sócrates, dizia: “Só sei que nada sei”, e este é o princípio da disciplina, quando o indivíduo encontra-se no estado de não-conhecer surge um grande desejo em explorar, investigar e conhecer.
 No entanto, um alerta é necessário no que diz respeito ao exagero na utilização de toda essa tecnologia, algumas pessoas estão sofrendo de sobrecarga cognitiva, ocasionando somatizações e levando-as a experimentar síndromes psicológicas como: pânico, depressão, ansiedade, fobia social, transtorno bipolar, etc.. Como qualquer comportamento em excesso, o vício na Internet pode acarretar problemas sérios de relacionamentos, por exemplo, muitas pessoas estão o tempo todo conectadas, e em todos os lugares, com seus ipads ou celulares, tem a ilusão que estão se comunicando com os outros, por ser de forma virtual, porém não conversam diretamente, num encontro real não se fazem presentes. O indivíduo acaba restringindo o seu lazer, hobbie e entretenimento somente a esse canal virtual, sem interagir com o mundo fora deste.
O processo de aprender na vida é incessante. É incrível a capacidade do ser humano de recriar, mudar crenças e paradigmas, de ousar em direção ao novo, de explorar universos ainda não percorridos. Em especial, nos dias de hoje, que não há fronteiras no mundo e na economia, a tal globalização, sem fronteiras também são as possibilidades para a realização do ser humano. Portanto, utilizar de forma produtiva e com sabedoria os recursos que essa nova sociedade digital nos oferece fará com que continuemos abertos a busca do conhecimento e de relacionamentos, sabendo também diversificar os interesses e formas de se relacionar com o meio circundante.



quarta-feira, 18 de abril de 2012

Demonstração de Foco, Garra e Vitória no Esporte!

Um(a) atleta que trabalha em si mesmo(a) seus objetivos passo a passo, aperfeiçoa suas qualidades psicológicas e físicas, acredita no seu potencial e determinação tem como resultado final a conquista vitoriosa e honrosa de um título! Agora imaginemos que esse(a) atleta faça parte de uma equipe, claro que além de servir de exemplo para os(as) demais atletas, sabe reconhecer o valor do conjunto, de um todo, ele(a) tem noção de altruísmo e o vivencia, é ciente de que a interação/conexão e a comunicação entre os integrantes do grupo é fundamental para vencer disputas apertadas ou até mesmo superar equipes consideradas favoritas. E ainda tem claro que todo e qualquer talento individual só tem mérito quando está voltado ao benefício da equipe.
Esse perfil de atleta é construído em grande parte nos valores que ele(a) cultiva, o que está por trás do que quer alcançar, no verdadeiro motivo ou “para que” o faz se submeter a uma rotina pesada de treinamento, a estar longe da família e dos amigos, a literalmente ter que abrir mão de uma vida “normal” como a de outras pessoas. Os tais valores o(a) mantém com os pés no chão, realista diante de vitórias e fracassos, faz com que mesmo errando estejam abertos(as) a corrigí-los, ajudam a questionar o que é sucesso para eles(as). Eu gosto muito da definição de sucesso do técnico John Wooden: “O sucesso é a paz de espírito proveniente da consciência de que você fez o maior esforço possível para se tornar o melhor dentro do seu potencial. Faça o seu melhor. Isso é sucesso”!
Resolvi abordar esse tema porque esta semana tivemos um exemplo de atleta(Fabíola) e equipe(Osasco) do comentado acima na conquista do título da Superliga Feminina de Voleibol. A orientação antes de entrar em quadra era que se divertissem, aproveitassem o momento sem pensar que do outro lado estaria um gigante. E o que se viu em quadra foi um espetáculo de desempenho comandado pela Fabíola (levantadora, praticamente novata, vindo de uma lesão), destacando-se  o foco, a garra, a determinação e uma sintonia em equipe que há muito tempo eu não via. E com todo esse afinamento o resultado não poderia ser outro, uma vitória conquistada com brilho e muito merecimento!



quarta-feira, 11 de abril de 2012

A ATITUDE DE UNIVERSITÁRIOS EM RELAÇÃO À PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS!

O estudo e compreensão das relações entre exercício físico, atividade física e dimensões ou fatores psicológicos, assim como, os potenciais efeitos e impacto psicológico do exercício, têm constituído uma preocupação constante de investigadores e vários profissionais envolvidos com a área. As pesquisas visam contribuir para o estímulo à prática regular, mas também para manter e aumentar os níveis de aderência  por parte de diferentes populações, das mais variadas faixas etárias.
Entre outras dimensões psicológicas, os motivos e as atitudes face ao exercício parecem constituir fatores determinantes em tal envolvimento e prática. Enfatizam-se e discutem-se as diferenças observadas entre praticantes e não praticantes de exercício regular, bem como as vantagens e benefícios da implementação de programas de promoção do exercício e atividade física junto da população universitária. O número de indivíduos que pratica, de uma forma regular e sistemática, é ainda insuficiente, encontrando-se longe dos valores recomendados e/ou desejáveis.
Vários estudos são feitos para verificar a atitude de estudantes universitários em relação à prática da atividade física, e foi nesta área, que Kenyon (1968) desenvolveu algumas dimensões para estudar melhor este assunto. A percepção que o indivíduo tem do valor da atividade física serviu de base para o referido autor formular um modelo multidimensional de questionário (ATPA – Attitude toward physical activity) para caracterizar a atividade física como sendo um fenômeno psico-sociológico, o qual presume que a mesma pode ser reduzida em dimensões específicas. São identificadas seis dimensões de como a atividade física é percebida pelos indivíduos, são elas:
1) Visando experiência social - o indivíduo valoriza na atividade física a oportunidade de iniciar, manter ou expandir seu relacionamento com outras pessoas, fazendo novas amizades, participando do convívio em grupo, propiciando assim, a participação social;
2) Visando saúde e condicionamento físico - quando o indivíduo busca na atividade física a oportunidade de promover e manter a sua saúde e condição física, além de desenvolver as qualidades físicas básicas, a saúde mental e emocional;
3) Visando a busca de emoção - o indivíduo busca o oferecimento de algum risco ou tipo de emoção;
4) Visando a estética - é buscada a valorização do corpo em seus aspectos estéticos, rítmicos, de aparência física e de coordenação geral;
5) Visando à liberação de tensões - busca-se a oportunidade de uma ação relaxante que permita aliviar as tensões do dia a dia, as atividades são vistas como promotoras de estabilidade emocional e são consideradas como terapia para as tensões diárias, dando lugar a descontração, descanso e ânimo para enfrentar a vida;
6) Visando competição - visualiza-se exclusivamente o desejo de se sobrepor, ou melhor, de vencer, é a atividade física que envolve longo e extenuante período de treinamento, competição e busca de vitória.
 A prática de exercício, esporte e atividade física pelos estudantes universitários constitui um assunto com crescente relevância, por duas razões: em primeiro lugar, pela  evidência para os seus potenciais efeitos e benefícios nos estados de humor e afetivos, mas também no bem-estar psicológico dos estudantes; em segundo lugar, pela constatação de que pouco mais da metade dos estudantes abrangidos numa amostra de 1800 alunos da Universidade do Minho, praticarem exercício de forma regular. O fato de mais de 45% dos estudantes (sobretudo na sua transição para o ensino superior) não realizarem tais práticas regulares, reforça a necessidade de desenvolvimento de programas de promoção (iniciação), aumento e manutenção dos seus níveis de prática regular. Apesar das evidentes melhoras na saúde física e mental, um número significativo de jovens estudantes apresenta dificuldades no início e/ou manutenção da sua prática regular (CRUZ, GOMES, RORIZ, PARENTE, AMORIM, DIAS e PAIVA, 2008).