segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Estrutura Mental diferenciada de Atletas de Elite!

Foram encontradas algumas características psicológicas individuais relacionadas aos atletas de alto nível, são elas:
  • Autoconfiança: possuir uma crença firme na sua capacidade de atingir suas metas no esporte; ter qualidades singulares que o fazem ser melhor que os seus adversários; 
  • Motivação: apresentar um desejo ávido e motivação intrínseca para o êxito; competência para se recuperar das derrotas e de um desempenho inferior, visando sempre à melhoria contínua; 
  • Foco: manter-se totalmente concentrado na tarefa, mesmo diante de distrações dos oponentes; ser capaz de mudar o foco sempre que for preciso; não se abater pelo desempenho dos adversários ou pelas próprias distrações internas (preocupações, padrão mental negativo). 

Desenvolver e/ou potencializar todos os recursos psicológicos do atleta são fundamentais para que o mesmo consiga experimentar o autodomínio, e consequentemente, uma melhora substancial: no seu autocontrole, na autoconfiança e na concentração; tendo inevitavelmente, uma repercussão positiva na sua performance! 

 Fonte: (Jones et. al, 2002).

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mudando a Visão do Stress!

Este vídeo muito interessante nos faz repensar sobre o stress em nossas vidas. O vilão não é bem o stress, ou experimentá-lo, e sim o que acreditamos a respeito dos efeitos dele no nosso organismo. Até mesmo porque existe o stress positivo (“eustress”), saudável para o nosso dia a dia, e o stress negativo (“distress”), quando se tornou crônico e prejudicial à nossa saúde, não conseguimos mais relaxar de forma espontânea. E além disso, obtemos um recurso poderoso, que são as trocas afetivas com as pessoas que são importantes para nós, que são capazes de ajudar a reduzir o stress vivenciado. Diversos são os fatores envolvidos no stress psicológico, e é interessante ressaltar que uma dada situação capaz de transtornar intensamente uma pessoa, pode significar absolutamente nada para uma outra. Portanto, esse ponto dos fatores é muito particular para cada indivíduo. A questão chave com relação ao stress é justamente a interpretação dada ao estímulo estressor e a forma de enfrentá-lo. E é a capacidade cognitiva de cada um o elemento fundamental nesse processo, pois é o que vai permitir a tomada de consciência do que estressa o indivíduo e a partir daí desenvolver e/ou aprimorar os seus recursos fisiológicos e psicológicos para melhor lidar com determinada situação. Até mesmo porque, estas situações ou fatores serão recorrentes na vida, devendo cada um buscar a melhoria contínua em si mesmo e a capacidade de desenvolver a resiliência, a popular, volta por cima!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Tiro Esportivo Paralímpico e o 2013 IPC Shooting World Cup!

O tiro esportivo estreou nos Jogos Paraolímpicos de Toronto, em 1976. Na época somente os homens competiram. Nos Jogos de Arnhem (1980), na Holanda, as mulheres entraram com tudo nas disputas inclusive nas provas mistas.
No Brasil, a modalidade começou a ser praticada em 1997, no Centro de Reabilitação de Polícia Militar do Rio de Janeiro. No ano seguinte, o país foi representado pela primeira vez em um torneio internacional, realizado na cidade espanhola de Santander. Os atiradores Carlos Strub, Cillas Viana e Walter Calixto conquistaram a medalha de bronze por equipe no Aberto de Apeldoorn, na Holanda, em 2003. Nos Jogos Paraolímpicos de Pequim (2008), houve a primeira participação de um atleta brasileiro na história dos Jogos com Carlos Garletti.
O Comitê de Tiro Esportivo do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) é responsável por administrar a modalidade. As regras das competições têm apenas algumas adaptações. Pessoas amputadas, paraplégicas, tetraplégicas e com outras deficiências locomotoras podem competir tanto no masculino como no feminino.
As regras variam de acordo com a prova, a distância, o tipo do alvo, posição de tiro, número de disparos e o tempo que o atleta tem para atirar. Em cada competição as disputas ocorrem numa fase de classificação e numa final. As pontuações de ambas as fases são somadas e vence quem fizer mais pontos.
 O tiro utiliza um sistema de classificação funcional que permite que atletas com diferentes tipos de deficiência possam competir juntos, tanto no individual como por equipes. Dependendo das limitações existentes (grau de funcionalidade do tronco, equilíbrio sentado, força muscular, mobilidade de membros superiores e inferiores), e das habilidades que são requeridas no tiro, os atletas são divididos em três classes: SH1, SH2 e SH3. Mas as competições paraolímpicas incluem apenas as classes SH1 e SH2. A diferença básica entre SH1 e SH2 é que atletas da SH2 podem usar suporte especial para a arma, que obedecem às especificações do IPC. Os atletas da SH3 possuem debilitação visual.
Entre os dias 12 a 20 de agosto acompanhei a equipe brasileira de tiro esportivo paralimpico, no 2013 IPC Shooting World Cup, em Bangkok, na Thailandia. Mesmo tendo iniciado o treinamento psicológico recentemente, em junho deste ano, os resultados obtidos nesta competição superaram as expectativas. Obtivemos: 1 medalha de ouro do atleta Geraldo Von Rosenthal (pistola 25m, inédita na modalidade); 2 medalhas de bronze por equipe (Sérgio Vida, Geraldo Von Rosenthal) da pistola livre e 1 medalha de prata por equipe (Carlos Garletti e Benedito Santana) da carabina. Por isso, acredito que o trabalho de treinamento psicológico, já está sendo e vai ser um diferencial significativo, tanto para aqueles atletas que continuarem na seleção brasileira, quanto para aqueles que passarem a fazer parte da equipe, objetivando a preparação para os Jogos Paralímpicos de 2016.

Fonte: Site do Comitê Paralímpico Brasileiro




segunda-feira, 29 de julho de 2013

Motivação para a Realização da Prática Físico-esportiva!

Segundo Vallerand (1997) um indivíduo para poder satisfazer suas necessidades psicológicas básicas e, conseqüentemente, experimentar formas de automotivação, depende de dois diferentes aspectos sociais que se encontram no meio ambiente do praticante. Por isso, este autor considera fundamental analisar e determinar o contexto social em que o sujeito se encontra inserido. Neste sentido, unida à teoria da autodeterminação está a teoria das metas de realização (Nicholls,1987), cuja idéia principal se baseia no pensamento de que as metas de um indivíduo consistem em esforçar-se para demonstrar competência em contextos de sucesso. Segundo esta teoria, fatores ambientais referentes às características do meio ambiente de realização em que se encontra o individuo, junto às características pessoais do mesmo, vão influenciar sua motivação. Estes fatores ambientais recebem o nome de clima motivacional (Ames, 1992) e vão depender dos estímulos de êxito transmitidos pelas pessoas que rodeiam o sujeito (pais, companheiros, treinadores, professores). Assim, distinguimos um clima-tarefa: em que os estímulos estão no esforço e na superação pessoal; e um clima-ego: que prima a superação dos rivais e a demonstração de maior capacidade que os demais. Esta teoria considera que as pessoas, atendendo suas características pessoais, podem ter dois tipos de orientação de meta disposicional: uma orientação à tarefa em que o êxito vem definido pela melhora pessoal e uma orientação ao ego em que o êxito se relacionaria com a demonstração de habilidade normativa.
Muitos estudos no âmbito esportivo (Boyd, Weinmann, Yin, 2002), (Ntoumanis & Biddle, 1987) relacionam ambas as teorias, analisando como o clima motivacional e a orientação de metas disposicionais influenciam no desenvolvimento da automotivação. Estes trabalhos indicaram que o clima-tarefa e a orientação à tarefa se relacionavam positiva e significativamente com a automotivação, enquanto que o clima-ego e a orientação ao ego se relacionavam de forma positiva e significativa com a motivação não-autodeterminada.
Em relação aos estudos sobre autodeterminação e prazer, Ntoumanis (2002) encontrou uma relação positiva e significativa do prazer com as formas de motivação mais autodeterminadas, em aulas de educação física. Resultados que coincidiram com os encontrados na análise cluster, onde o perfil mais autodeterminado refletia um maior prazer pela atividade físico-esportiva realizada.
Frederick e Ryan (1995), Ingledew, Markland e Medley (1998) e Ryan, et al. (1999), pesquisaram a relação entre o tempo de prática e o prazer na mesma, determinando que este sentimento encontra-se relacionado com uma maior assistência e duração das sessões de exercício físico.
Da mesma forma, vários trabalhos analisaram as diferenças por gênero e idade, em relação à autodeterminação (Amorose e Horn, 2000), (Cuddihy e Corbin, 1995) e (Kim e Gill, 1997), encontrando que os homens ativos mostravam maiores níveis de interesses/prazer, assim como maior competência percebida em sua participação em atividades físicas do que as mulheres. Ao contrário, Arbinaga e García (2005), Chantal et al. (1996), Fortier et al. (1995), Miller (2000), Pelletier et al. (1995) e Recours et al. (2004), utilizando em grande parte deles, a Escala de Motivação Desportiva (SMS), acharam que as meninas pontuavam mais alto em motivação intrínseca e mais baixa em motivação extrínseca do que os meninos, ou seja, as meninas teriam mais motivos sociais para praticar esporte do que os meninos, e estes estavam mais excitados por motivos extrínsecos, como a competição e o exibicionismo.
Em relação à variável sócio-demográfica idade, Cuddihy e Corbin (1995) descobriram que a motivação intrínseca em relação à atividade física se incrementava em cursos mais altos.
Duda (1986), White e Duda (1994) e Kavussanu e Roberts (1996) também revelaram diferenças de gênero nas metas de realização disposicionais adotadas em âmbitos esportivos. Desta maneira, o gênero masculino se encontra associado a metas de realização orientadas ao ego, já o feminino se associa às metas de realização orientadas à tarefa.
Estes achados enfatizam a importância do aspecto social no estímulo à prática de exercícios físicos-esportivos como um incentivo a mais na adesão e manutenção desta. Desta forma, aumenta a responsabilidade de pais, professores, companheiros(as), treinadores que promovem a prática regular na população desenvolvendo estilos de vida mais ativos e saudáveis. Por esta razão, tem crescido enormemente a formação e participação, nos grupos de caminhada e corrida, pelo Brasil e no mundo.



segunda-feira, 1 de julho de 2013

Curso de Pós-Graduação - Psicologia do Esporte/FMU/SP

CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO 
http://www.posfmu.com.br/

    PSICOLOGIA DO ESPORTE


    Componentes Curriculares:

    1. Metodologia da Pesquisa Científica
    2. Introdução à Psicologia Geral e do Esporte
         Introdução e Fundamentação da Psicologia Geral
         Introdução, História, Atualidades e Perspectivas da Psicologia do Esporte e do                              Exercício no Brasil
        Considerações e Estudos sobre Psicologia do Esporte
         Treinamento Mental no Esporte de Rendimento e Periodização
        Motivação
         Estresse no Esporte
         Estudos da Personalidade
         Instrumentos de Avaliação Psicológica no Esporte

    3. Fundamentos do Treinamento Desportivo
         Leis e Princípios do Treinamento Desportivo
         Periodização do Treinamento Desportivo
         Nutrição no Esporte e no Exercício
         Fisiologia do Exercício
         Medicina do Esporte
         Coaching Esportivo
         Neurolinguística Aplicada ao Esporte

    4. Intervenções em Psicologia do Esporte
         Liderança e Comunicação
         Competição e Cooperação no Esporte
         Psicologia Aplicada à Criança no Esporte
         Psicologia Aplicada ao Técnico Desportivo
         Neurociências no Esporte
        Dinâmicas de Grupo Aplicadas ao Esporte
        Trabalho de Campo: intervenções da Psicologia do Esporte

    Investimento:

    Inscrição:

    Até 20 dias antes do início do curso: R$ 90,00

    Até 07 dias antes do início do curso: R$ 150,00

    Matrícula:
    R$ 250,00 ( Deverá ser paga no 1º dia do curso)
    Opções de Pagamento:

    16 x R$ 280,00
    24 x R$ 220,00